
Um contrato de risco.
Mês passado, Jardel admitiu ter sido usuário de cocaína em entrevista para a Rede Globo.
(Jardel que tem no seu histórico o espancamento do seu caseiro em Fortaleza).
Ao mesmo tempo, solicitava aos dirigentes de Grêmio e Vasco da Gama uma oportunidade para voltar a fazer gols.
Oportunidade que lhe foi negada por ambos os clubes.
Mas afinal de contas, o que é um jogador de futebol? O que é um ídolo?
Uma peça descartável de uma engrenagem? Uma fotografia na parede de um museu do futebol?
Por que é tão difícil estender a mão a um jogador que deu imensas alegrias para a torcida?
Um jogador que era reverenciado e paparicado depois das vitórias e dos títulos?
Jardel não pediu para ser escalado como titular.
Jardel não pediu as migalhas que caem das mesas dos grandes clubes brasileiros.
Jardel pediu uma oportunidade para entrar em campo e cabecear o seu destino.
Uma chance para provar a Mario Jardel e Vitória, seus filhos, que seu pai ainda pode dar a volta por cima.
Ninguém está imune às drogas. Seja pessoalmente, seja no âmbito familiar.
E ninguém é tão forte que não precise de ajuda.
Não se sabe se a negociação com o Santa Cruz vai prosperar. Não se sabe o quanto ela tem de verdade.
Mas o silêncio dos antigos clubes de Jardel é eloquente.
Eloquente como a solidão de um Garrincha, de um Fausto no momento final.
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