
Por ROBERTO VIEIRA
Prezado Muricy,
Quando o São Paulo levou aquele gol no fim do jogo eu imaginei o que se passava na sua cabeça.
Eu imaginei os elogios da torcida tricolor. Torcida que vive pegando no seu pé. Torcida que não entende que um time se faz com um técnico e onze jogadores.
Jogadores que foram tirados de você.
Não basta um imperador sem corte.
Ano passado foi a mesma coisa. No começo do Brasileirão viviam te chamando a atenção. Depois você virou gênio. Unanimidade. Como é perigosa essa tal unanimidade!
Mas o motivo desta carta não é ficar falando do São Paulo. Não!
Eu só queria te lembrar que o Náutico está sem técnico. E você talvez fique sem clube. Depois de Fantoni e Palmeira não consigo pensar em outro técnico pra dirigir o alvirrubro. Sei que é uma missão impossível, seus salários hoje são estratosféricos, seu ciclo no Nordeste acabou como o ciclo do açúcar.
Mas não custa tentar! Afinal estamos em tempos de biodiesel.
Caso você não aceite o convite, tudo bem! Nosso carinho e respeito por você permanecem inabaláveis.
Um último lembrete. Não fique triste Mestre!
Todo Muricy tem seu dia de Telê... Ontem, o Maracanã foi o seu Sarriá.
Porém nada como um dia depois do outro com um jogo de futebol no meio!
Saudações alvirrubras,
O Timbu
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