
Futebol é guerra.
Uma guerra tática, psicológica.
Muitos creditam a boa campanha do Sport na Copa do Brasil ao técnico Nelsinho.
Nelsinho trabalha corretamente. Mas Nelsinho não explica tudo.
Quem sabe o caldeirão da Ilha?
Sempre esteve lá. Deve ser outra coisa.
Um supertime apareceu na Ilha?
Ainda não.
Talvez a resposta esteja no doping radiofônico.
Doping radiofônico?
Pois é! Ele existe.
E não é nenhum remédio miraculoso de Mme. Curie.
É o uso dos princípios ensinados há 2400 anos pelo mestre Sun Tzu na Arte da Guerra.
"Há momentos em que a maior sabedoria consiste em parecer não saber nada..."
Em português claro: Se fingir de morto.
Palmeirenses e colorados se achavam os tais. Favoritos.
Duvida?
Pois bem. Talvez os torcedores do sul desconheçam um comentário radiofônico que circulou em Recife.
Palavras do comentarista Vinícius Sinotti da Rádio Guaíba após a derrota do Internacional na Ilha.
Pronto.
Sinotti e parte da imprensa colocou na cabeça que é só chegar e vencer.
Sinotti chama Durval de aposentado, Sandro Gaucho de ultrapassado, Leandro Machado e Carlinhos Bala de medianos.
Considera a derrota do Internacional uma vergonha.
Opiniões que ele pode ter, direito dele. Mas que transformam jogos de futebol em guerra.
"Quando cercar um inimigo, deixe uma saída para ele, ou ele lutará até a morte!"
Sabedores de que eram considerados refugos, banidos, exilados, os jogadores do Sport começaram a jogar como se a vida deles dependesse da vitória.
Pasmem, meus senhores!
O doping radiofônico é a arte da guerra.
Perguntem aos uruguaios em 50. Perguntem aos húngaros em 54.
Perguntem aos mexicanos do Atlas.
Cada frase de Vinícius Sinotti e dos que julgam uma partida de futebol favas contadas é um gol na Ilha do Retiro!
Nós alvirrubros solicitamos, silêncio!
Os nordestinos exigem, respeito!
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