21 de jan de 2017




A Copa do Mundo tem alguns carniceiros famosos.

Jogadores que passaram a história como marcadores ferozes.

Cães de guarda.

O mais famoso talvez seja Werner Liebrich.

Liebrich que entrou para a história da bola na fase de grupos da Copa de 1954.

Mais exatamente na acachapante goleada de 8 x 3 da Hungria sobre a Alemanha.

Liebrich tinha 27 anos.

Dez anos antes vestira a camisa da equipe principal do Kaiserlautern pela primeira vez.

Um menino perdido no final da II Guerra.

Nas temporadas de 1950/51 e 52/53 ele vence o campeonato alemão.

O Milan oferece rios de liras pra ele.

Liebrich diz não.

Ele ama apenas o Kaiserlautern.

Até que Sepp Herbergger chama o rapaz para a seleção alemã.

Um amontoado de jogadores perdidos na vergonha do pós-Reich.

Titular na Copa do Mundo.

Liebrich é escalado contra os fabulosos húngaros na primeira fase.

Sete reservas atuam naquela partida - os alemães se fazendo de bobos.

A Hungria enfia oito gols na Alemanha.

Liebrich acha demais e enfia a botina em Puskas.

O Major Galopante cai e não volta a campo.

A Alemanha avança derrotando os turcos e elimina a Iugoslávia.

Liebrich implacável como sempre.

Os austríacos caem por 6 x 1 nas semifinais.

E Puskas retorna para a final contra Liebrich.

Puskas marca um gol.

Liebrich fica transtornado.

Onde Puskas vai ele vai atrás.


Quando o Major escapa e chuta de direita - Liebrich salva.

No único descuido do carrasco, Puskas empata a final em 3 x 3.

Mas o bandeirinha erra e marca impedimento.

A Alemanha é campeã.

Liebrich cai em campo e sonha com Ana Maria.

A amada ouve pelo rádio o conto de fadas germânico.

O Milagre de Berna ganha o mundo.

Liebrich volta e joga até os anos 60 pelo Kaiserlautern.

Aposentado, retorna como técnico para salvar a equipe do rebaixamento.

Pau pra toda obra.

Símbolo da raça e da carniça associada a quem destrói para sobreviver no mundo da bola.

Werner Liebrich é o novo Monti.

E nunca deu muita bola pro mimimi dos magiares...









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