10 de fev de 2016



Por ROBERTO VIEIRA

A atual epidemia de dengue, zica e chikungunya é terrível.
A saúde pública brasileira é um desastre.
Atletas olímpicos pensam duas vezes para vir nas Olimpíadas.
O mundo observa a miséria ganhando de goleada em nosso país.
Tudo certo, tudo correto.
Mesmo assim, ainda estamos melhor que nas ditaduras.
Oitenta anos atrás, em 1937, Castro Simões era delegado de saúde em Santos-SP.
Deu-se uma epidemia de poliomielite.
A mesma poliomielite que abatera Franklin Roosevelt nos EUA.
Getúlio Vargas no Poder.
Véspera do Estado Novo.
Prisões superlotadas.
Castro Simões foi aos jornais dizer que estava tudo bem.
Ordens do caudilho.
Em 1939, nova epidemia, desta vez no Distrito Federal.
Pânico no Rio de Janeiro.
Silêncio criminoso de Getúlio.
O médico Figueiredo Rodrigues foi enfático:
‘O amor materno exaltado de nossa raça gerou o pânico!’
Muita gente foi na conversa do tal governo.
(Como na epidemia de meningite nos anos 70)
A censura calava os jornais.
Silenciava as rádios.
Mandava que se curtisse o futebol.
Futebol que tinha em Getúlio Vargas Filho, um apaixonado.
Getulinho eleito presidente da Federação Paulista de Futebol em janeiro de 1943.
Getulinho que tinha apenas 24 anos de idade.
Pois bem.
Quinze dias após a eleição por unanimidade.
Getulinho adoece e vem a falecer.
Poliomielite.
A doença que era negada pelo Estado Novo.
Getúlio Vargas se desespera.
A morte do filho fica gravada em sua biografia.
Morte que pode ser lida na extraordinária biografia do ditador.
Escrita pelo cearense Lira Neto.
Episódio triste e emblemático, resta um detalhe.
Um detalhe solto na história.
Getúlio Vargas se suicida no dia 24 de agosto de 1954.
Curiosamente ou não.

O dia em que Getulinho completaria 36 anos...


Um comentário:

  1. Gostaria de adquirir o livro do América PE de sua autoria, como faço? francapmpe@outlook.com

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