16 de dez. de 2014




POR ROBERTO VIEIRA
Sei lá, estou ficando velho, velhíssimo. Lembro com arrepio na alma os tempos em que se lutava valentemente durante semanas, meses para pegar na mão da mulher amada. A emoção daquele instante único, indizível no qual a gente sentia que a vida valia a pena ser vivida - porque vida sem amor terreno, me desculpem as freiras, é um terror.
Olhos nos olhos, mão dadas, a gente caminhava pelas ruas com o coração aos saltos. A mão da mulher amada era sentida em sua doçura e perfumes de um tempo que não volta mais.
Não!
O beijo era para outro momento, outra oportunidade. O beijo era outra aventura nas selvas do coração.
Com a idade, vou esquecendo de tudo um pouco, mas guardo na memória aqueles instantes ingênuos, puros, sinceros.
E até hoje, não reconheço amor verdadeiro em casais que não saem pelo mundo de mãos dadas, como se fosse a primeira vez...


Um comentário:

  1. E o que dizer das emoções do flerte hoje substituído por esse prosaico e pragmático "ficar"..?


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Comentários