Por NEWTON MORAIS
Sou conselheiro do Náutico há
muitos anos e estou presente em quase todas as reuniões.
Participei ativamente da campanha para a eleição de Glauber Vasconcelos. Com certeza, fui um dos que mais angariou votos para ele. Também fui um dos responsáveis pela aproximação dele com o grupo dos eméritos e beneméritos liderados por Cacá, do qual faz parte o ilustre alvirrubro Fernando Azevedo. Eles sempre votam em bloco, mas a decisão só é tomada após serem ouvidas e analisadas as propostas de cada candidato. Dedicam amor incondicional ao Náutico e o único interesse que têm é eleger o candidato que identificam ser o melhor para o Clube. Todos, sem exceção, têm inúmeros serviços prestados ao Náutico. O apoio deles foi muito festejado na época, principalmente pelo que representavam na história do Clube. Como as grandes bandeiras do MTA (transparência, preservação do patrimônio, planejamento, critérios nas contratações etc.) foram rasgadas ao longo da atual gestão, Mestre Fernando Azevedo tem todo o direito de manifestar seu desencanto. Eu e a grande maioria dos que votaram no MTA também compartilhamos do mesmo sentimento, deixando claro, porém, que não há o mínimo questionamento quanto à seriedade e honestidade de Glauber, Gustavo e Durval. Essas qualidades são fundamentais, mas não são suficientes para uma boa gestão.
Participei ativamente da campanha para a eleição de Glauber Vasconcelos. Com certeza, fui um dos que mais angariou votos para ele. Também fui um dos responsáveis pela aproximação dele com o grupo dos eméritos e beneméritos liderados por Cacá, do qual faz parte o ilustre alvirrubro Fernando Azevedo. Eles sempre votam em bloco, mas a decisão só é tomada após serem ouvidas e analisadas as propostas de cada candidato. Dedicam amor incondicional ao Náutico e o único interesse que têm é eleger o candidato que identificam ser o melhor para o Clube. Todos, sem exceção, têm inúmeros serviços prestados ao Náutico. O apoio deles foi muito festejado na época, principalmente pelo que representavam na história do Clube. Como as grandes bandeiras do MTA (transparência, preservação do patrimônio, planejamento, critérios nas contratações etc.) foram rasgadas ao longo da atual gestão, Mestre Fernando Azevedo tem todo o direito de manifestar seu desencanto. Eu e a grande maioria dos que votaram no MTA também compartilhamos do mesmo sentimento, deixando claro, porém, que não há o mínimo questionamento quanto à seriedade e honestidade de Glauber, Gustavo e Durval. Essas qualidades são fundamentais, mas não são suficientes para uma boa gestão.
Em relação à Reunião do Conselho, esclareço que a decisão tomada
foi pela não alteração da cláusula do contrato com a Arena que veda
antecipações de recursos ou a utilização da receita como garantia de empréstimos.
É notório que muitos dos ex-dirigentes não gostam de Glauber, mas a decisão não
foi tomada por causa disso e sim pelo bem do Clube, que poderia ficar
inviabilizado em poucos anos, caso esse precedente fosse aberto, permitindo que
se tornasse prática. O pleito inicial da Direção do Náutico foi para poder
captar 2 milhões de reais em empréstimos, utilizando como garantia a receita da
Arena. Na semana seguinte, o valor já passou para 6 milhões, com carência de 10
meses, ou seja, praticamente todo o empréstimo seria pago
pelos sucessores, os quais também se sentiriam no direito de agir da
mesma forma. Assim, em poucos anos seria consumida toda a receita que está prevista
para ser recebida nos próximos 30 anos. Fico à vontade para externar que o
Conselho agiu com absoluta correção, pois fui um dos que votaram a favor da
alteração no contrato (mas somente se os recebíveis comprometidos fossem os da
atual gestão), em função da grave crise financeira que o Náutico atravessa. No
entanto, após uma maior reflexão, admito que a decisão do Conselho foi a mais
sensata, para não abrir o precedente (que teria que ter a anuência da
Odebrecht, diga-se de passagem).
Alguns conselheiros sugeriram alternativas para auxiliar na
solução do problema. Na própria reunião, o conselheiro Sérgio Aquino
prontificou-se a conseguir 15 pessoas para, juntamente com os atuais
dirigentes, avalizarem, cada, um empréstimo de 50 mil reais (não tenho certeza
do valor). Ao final da mesma, o conselheiro Zeca Cavalcanti procurou o presidente
do Conselho (Eduardo Turton) e colocou-se à disposição para, juntamente
com outros conselheiros, bancar a rescisão do contrato de funcionários que o
Clube deseje demitir para reduzir a Folha do Administrativo. No dia
seguinte à reunião, o conselheiro Marcos Freitas prontificou-se a
conseguir 25 alvirrubros para que cada um empreste 12 mil reais - totalizando
300 mil -, sem juros e com deságio, dando ao Clube uma carência de 3 meses
e pagando-se apenas 9 parcelas de 30 mil reais. Como garantia, exigem apenas
que as 9 parcelas sejam cheques pessoais dos atuais dirigentes.
Quanto ao novo padrão de camisa, convém esclarecer que não
houve nenhuma votação anterior que proibisse o uso da camisa em jogos. O que
ocorreu foi uma apresentação a um conselheiro, o qual ressaltou que o escudo
estava em desacordo com o que estabelecia o estatuto do Clube. Tanto é verdade
que, colocada em votação, a utilização do novo modelo foi aprovada com larga
margem (embora meu voto tenha sido contrário, da mesma forma que o fiz quando
foi apresentado o padrão verde).
Dá para alguém imaginar que o Conselho quer prejudicar a
atual gestão?
Também não é verdade que o Conselho tem ignorado os
malfeitos das últimas gestões, tanto que o ex-presidente Paulo Wanderley tem
sido cobrado, constantemente, por atos praticados durante o período em que
comandou o Clube e Berillo Júnior foi afastado da presidência do Conselho.
A proposta do “impeachment” foi aventada por um conselheiro
que tinha acabado de ser nomeado como representante do Clube na Federação, o
que demonstra que não há uma perseguição sistemática dos opositores à atual
gestão. Também entendo que não há motivos para o “impeachment”, embora registre
que vários itens do estatuto estão sendo descumpridos pelos dirigentes do Clube,
conforme foram destacados pelo Conselheiro Annibal Freitas na reunião do dia
09/12.

Os que assumiram a direção do Náutico no início de 2014 tinham, pelo menos, duas certezas: 1ª) que a situação financeira do clube - fato notório - era pra lá de crítica, calamitosa mesmo; 2ª) que os componentes da administração anterior, publicamente execrados (justa ou injustamente) e até agredidos moralmente pelos mais exaltados integrantes do MTA, iriam, como revide, exercer uma acirrada oposição aos seus sucessores. Disso, todos tinham conhecimento. Disso, todos tinham certeza. Nada há, pois, que se estranhar e se surpreender. Tanto no estado pré-falimentar em que se achava o clube. Nem na existência de uma oposição, reforçada por um profundo ressentimento. Agora, o que foi surpresa para nós, eleitores da nova diretoria, foi a forma improvisada pela qual o clube está sendo administrado. Muito diferente do prometido choque de gestão. O que nos surpreendeu foi a total falta de habilidade política para conquistar adesões (os que não votaram com o MTA não são, por isso, necessariamente Oposição), apoios importantes que representam condições básicas. de governabilidade. Mais que isso, o que nos decepcionou foi a forma auto-suficiente com se desprezaram as tentativas de colaboração; a indiferença para com as insatisfações manifestadas por destacados correligionários; a despreocupação com as sucessivas perdas de adeptos. Enquanto se atribuem todas as dificuldades a um plano oposicionista, justificando sempre erros e incompetências com uma "teoria da conspiração" - consoante a qual o Conselho do clube é encarado como um declarado inimigo do Executivo, não se apercebem que, hoje, os seus maiores críticos são exatamente ex-aliados a quem decepcionaram. Newton Morais é um desses.E, com a lealdade dos que se expressaram ao ar livre, honestamente, aqui manifesta seu descontentamento. Será ele um oposicionista ? um conspirador ? um inimigo ? Ou um aliado preocupado, um amigo magoado ? Reflitam, respeitáveis dirigentes e prezados amigos ! Será que todos esses que se afastaram estão errados em suas avaliações ? Humildade, respeitáveis dirigentes e prezados amigos ! É um derradeiro apelo de quem sofre diariamente com o Náutico e pelo Náutico.
ResponderExcluirParece que a cada dia o meu total afastamento do futebol vai fazendo mais sentido. Sequer vi os Aflitos de Gazzaneo. Arena? Nem passei perto. TV? Tás brincando. Meu coração me agradece diariamente. Cadavez mais o CNC vai virando uma névoa, um fog na minha lembrança.
ResponderExcluirMarcelo Lins diz:
ResponderExcluirAcho que o mestre Edgar foi muito feliz, quando escreve que é hora de refletir e pensar as ações com a humildade devida.
Apesar de ser algo muito simples, por vezes é difícil na cabeça daqueles que são tomados pela vaidade, e que são incapazes de errar.
É extremamente perigoso querer jogar para o público a imagem de um "Conselho Inimigo", essa ação demonstra um ato maldoso do executivo.
É de uma burrice elevada abrir mão de um Newton Morais com sua capacidade de angariar recursos, além de livre trânsito entre diversos alvirrubros.
Não respeitar Ivan Brondi, que além de ídolo é um verdadeiro cavalheiro, demonstra uma falta de respeito com a história do Náutico.
Natal é tempo de reflexão, e vamos torcer e esperar que os ventos da humildade povoem a mente dos atuais gestores do Náutico, pois assim podemos ter esperança em 2015.
Jesus, o filho de Deus, foi humilde o suficiente para nascer em uma manjedoura, nós só pedimos que escutem tantas ALVIRRUBROS que só querem o bem do Náutico.