O presidente Epitácio Pessoa já tinha trezentos mil problemas na cabeça.
'Que mico aceitar ser presidente!'
Mais um desaba no seu colo.
O jornal argentino LA CRITICA tascou uma charge da seleção brasileira.
Uma charge com nosso time com cara de macaco.
A seleção tinha quebrado o pau em Buenos Aires por causa da matéria.
Metade do time se recusou a jogar contra os argentinos.
Epitácio nem sabia o que era futebol.
Nem nos tempos de criança em Umbuzeiro.
Mas a imagem ficou na sua cabeça.
O que fazer?
Tinha um tal de Sulamericano a ser disputado em 1921.
Lá mesmo em Buenos Aires.
Epitácio foi categórico.
Tirou o sofá da sala.
'Só convoquem jogadores brancos para o tal scratch!'
'E o Friedenreich?'
'Deixa descansando!'
E o Brasil foi pra Argentina com um time pretensamente branco.
Epitácio explicando que era pra poupar os jogadores mulatos, negros.
Era pro bem deles.
A seleção?
Apanhou da Argentina e do Uruguai.
Argentina que vibrou como nunca.
Aquele Sulamericano de 1921 foi seu primeiro título importante.
Os uruguaios?
Não estavam nem aí.
Gradím já era ídolo e senhor da memória celeste...


0 comentários:
Postar um comentário
Comentários