5 de out. de 2014




O presidente Epitácio Pessoa já tinha trezentos mil problemas na cabeça.

'Que mico aceitar ser presidente!'

Mais um desaba no seu colo.

O jornal argentino LA CRITICA tascou uma charge da seleção brasileira.

Uma charge com nosso time com cara de macaco.

A seleção tinha quebrado o pau em Buenos Aires por causa da matéria.

Metade do time se recusou a jogar contra os argentinos.

Epitácio nem sabia o que era futebol.

Nem nos tempos de criança em Umbuzeiro.

Mas a imagem ficou na sua cabeça.

O que fazer?

Tinha um tal de Sulamericano a ser disputado em 1921.

Lá mesmo em Buenos Aires.

Epitácio foi categórico.

Tirou o sofá da sala.

'Só convoquem jogadores brancos para o tal scratch!'

'E o Friedenreich?'

'Deixa descansando!'

E o Brasil foi pra Argentina com um time pretensamente branco.

Epitácio explicando que era pra poupar os jogadores mulatos, negros.

Era pro bem deles.

A seleção?

Apanhou da Argentina e do Uruguai.

Argentina que vibrou como nunca.

Aquele Sulamericano de 1921 foi seu primeiro título importante.

Os uruguaios?

Não estavam nem aí.

Gradím já era ídolo e senhor da memória celeste...






0 comentários:

Postar um comentário

Comentários