Roberto Rivelino já estava arrependido.
Coisa de pai.
Roberta havia nascido, linda.
Um ano depois de seu casamento.
maternidade, emocionado.
Rivelino promete um gol contra o Santos.
Pelé não andava bem das pernas.
Pelé que não marcara nenhum gol no Brasileirão 1971.
Por uma dessas ironias do Rei.
Pelé decidiu homenagear Roberta com um golaço.
Chute de falta na gaveta.
65 mil pessoas urravam nas arquibancadas do Pacaembu.
Como botaram 65 mil pessoas no Pacaembu ninguém sabe.
Rivelino botou as mãos na cabeça e tentou, tentou, tentou.
A luz do estádio?
Foi embora duas vezes.
Duas vezes Rivelino implorou na escuridão.
Aos 45 minutos do segundo tempo?
A cobrança do escanteio encontrou Rivelino na marca do pênalti.
A patada atômica saiu mexicana.
O lateral Rildo se jogou incrédulo.
O goleiro Joel Mendes não piscou o olho.
Rivelino?
Correu como criança para os braços de Roberta.
E nunca mais prometeu outro gol na vida...
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