2 de out. de 2014




A Vila era o centro do mundo.

Uma Vila simples.

Uma Vila feita apenas de talento e cimento.

Talento imenso e cimento nem tanto.

Vila que vira goleadas e vira viras.

Vila de histórias das mil e uma noites de gols.

Vila de Pepe.

Vila de Coutinho e Clodoaldo.

Vila de Mauro Ramos de Oliveira.

Vila de Gilmar de Todos os Santos.

Vila de Dalmo.

Vila de Dorval, Mengálvio e Toninho Guerreiro.

Vila té do vidente Geraldino.

Vila que lembrou do adeus de Arakem e Feitiço.

Vasconcelos, Jair e Zito.

Vila que já não aguentava tanta despedida.

E assistiu naquele 2 de outubro a mais dolorida.

A mais sem sentido nesse mundo sem sentido.

O adeus do Rei do Futebol.

Um adeus simples como a Vila.

Um adeus pra nunca mais voltar.

Um adeus para a chegada de Batatas, Juaris e Ailton Liras.

Um adeus para sonhar com o dia de Robinho e Neymar...


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