A Vila era o centro do mundo.
Uma Vila simples.
Uma Vila feita apenas de talento e cimento.
Talento imenso e cimento nem tanto.
Vila que vira goleadas e vira viras.
Vila de histórias das mil e uma noites de gols.
Vila de Pepe.
Vila de Coutinho e Clodoaldo.
Vila de Mauro Ramos de Oliveira.
Vila de Gilmar de Todos os Santos.
Vila de Dalmo.
Vila de Dorval, Mengálvio e Toninho Guerreiro.
Vila té do vidente Geraldino.
Vila que lembrou do adeus de Arakem e Feitiço.
Vasconcelos, Jair e Zito.
Vila que já não aguentava tanta despedida.
E assistiu naquele 2 de outubro a mais dolorida.
A mais sem sentido nesse mundo sem sentido.
O adeus do Rei do Futebol.
Um adeus simples como a Vila.
Um adeus pra nunca mais voltar.
Um adeus para a chegada de Batatas, Juaris e Ailton Liras.
Um adeus para sonhar com o dia de Robinho e Neymar...

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