Quem era melhor?
O Uruguai, tricampeão 1924/28/30?
Uruguai que ainda beliscaria 1950?
Ou a Itália, bicampeã 1934/38?
Difícil responder.
Entretanto, as duas maiores seleções da primeira metade do século XX se encontraram.
1924.
A Itália chega forte em Paris.
Os Jogos Olímpicos eram a Copa do Mundo da época.
A Itália que vence a poderosa Espanha de Zamora na abertura: 1x0.
Mas perto dali.
Um país da distante América do Sul surpreende.
O Uruguai goleia a Iugoslávia por 7x0.
Uruguai que joga um futebol de outro planeta.
Toque de bola escocês com mistura de raças latina e africana.
A Itália assusta.
Ganha do frágil Luxemburgo por 2x0.
O Uruguai marca 3x0 nos EUA.
Quando muita gente apostava na final entre a zebra cisplatina e a Azzurra.
A Suíça bate a Itália por 2x1.
E a medalha olímpica vai para o time de Petrone, Cea e Romano.
Viram texto de Galeano.
Quatro anos depois.
Jogos Olímpicos de 1928, em Amsterdã.
A Itália vem com tudo.
Sapecou 7x1 no jogo desempate contra a Espanha.
O Uruguai chega novamente, sem medo.
Goleia a Alemanha por 4x1.
Semifinais.
6 de junho de 1928.
Petrone doente em campo.
A Itália se lança ao ataque furiosamente.
O Uruguai encurralado, contra ataca.
Cea faz um.
Campolo, dois.
E Scarone consegue o terceiro debaixo de febre.
Os italianos não conseguem entender nada.
Italianos que marcam dois com Baloncieri e Levratto, mas saem derrotados.
O Uruguai vai a final contra a Argentina.
A Itália terá de estudar o que aconteceu.
Itália que se recusa vir ao Mundial de 30.
Uruguai que se recusa a ir ao Mundial de 34 e 38.
Itália que vai aprender o contra ataque cisplatino.

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