13 de fevereiro de 1974. As TVs brasileiras transmitem Espanha x Iugoslávia. Estou sentado diante da televisão, de tarde. O jogo decide a última vaga para a Copa de 1974. O vencedor estreia contra o Brasil em junho...
Josip Katalinski nasceu em Sarajevo.
Começou batendo bola nos subúrbios da cidade.
Naquela Iugoslávia unificada pelo namorador Marechal Tito.
Aos 17 anos, era tão bom que se mudou para o Zeljeisnikar.
Katalisnki que atuou por uma seleção jovem da região da Bósnia-Herzegovina.
Bósnia como país era sonho.
E no dia 13 de fevereiro de 1974, lá estava Katalinski defendendo a Iugoslávia.
Tinha ouvido falar dele pelas revistas.
Líbero.
Apenas Beckenbauer era mais respeitado nessa posição.
E líbero naqueles dias era mais um atacante.
Foi assim que Katalinski surgiu como um raio.
Usando a camisa 3 no meio da defesa espanhola.
Cabeceia.
O basco Iribar larga a bola.
Katalinski completa caído para o fundo das redes.
Após 12 anos, a Iugoslávia está de volta ao Mundial.
Katalisnki sendo escolhido para seleção da Copa pela FIFA.
As lembranças se misturam.
A imagem da TV preto e branco e as imagens coloridas do youtube contemporâneo.
Resiste apenas a lembrança do antigo Josip Katalisnki.
Katalisnki que se tornou o primeiro presidente da federação da Bósnia-Herzegovina, nos anos 90.
Katalisnki que morreu no dia 9 de junho de 2011.

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