O texto a seguir foi publicado em 2009 neste Blog... e permanece sempre atual, ainda mais nos tempos de hoje...
Ano: 1999. Iniciava-se o campeonato. O Náutico estava esfacelado. Humilhado.
Tinha sido rebaixado à Série C no segundo semestre de 1998.
Não tinhamos time.
Manchetes dos jornais eram "Marcelinho fura poço" e daí por diante.
Ao longo do campeonato é que contratamos e chegaram Adriano, Luciano, Marco Aurélio, Carlinhos, todos ainda jovens oriundos do São Paulo, Millar, etc.
Mas no início, perspectiva zero!
Iniciou o campeonato e perdemos logo pros pequenos.
É só perquisar com Celso Cordeiro.
Baixo astral geral.
Vamos virar o América!
Mas o alvirrubro não desiste nunca.
Parece que quando estamos arruinados é que a vontade de ajudar aumenta.
Mais ainda.
Lembro bem.
Apartamento de Romeu Krause na Jaqueira (apartamento da antiga coca-cola).
Presentes: Romeu Krause, Gustavo Krause, Salomão Couto, Durval Pai, Durval Filho (eu), Edgar Mattos, Fred Vanderlei, Laxixa.
Não sei se esqueci alguém.
"Temos que fazer alguma coisa!"
"O futuro do Náutico está no CT" diziam Salomão e Gustavo.
O CT estava abandonado.
"Vamos formar um grupo de colaboradores e começar pedindo doações e vamos tocar o barco adiante..."
Elaboramos uma carta (Durval Filho, Edgar Mattos e Gustavo Krause).
Listamos um monte de colaboradores e enviamos pelo correio.
Dentro do envelope, as duas cartas assinadas por Salomão e Ivan e o projeto do CT.
Contratamos uma secretária (Natália) e um motoqueiro (Roque) para recolher as contribuições.
A sala de apoio?
No estacionamento do IOR tinha uma casa e antes de demolir pegamos emprestado uma sala, instalamos um telefone e de lá a secretária ia contactando todos os possiveis colaboradores.
Foi daí que tudo começou, lembra Edgar?
Não caminhamos tanto assim desde então.
Passaram-se 10 anos.
Poderíamos estar bem mais adiante.
Mas, alvirrubro não desiste nunca!
O futuro ainda está lá.


Dou meu testemunho: Durval contou o caso como o caso foi. Republicação muito oportuna agora, nesse momento eleitoral, quando o CT que, áquela época, órfão de pai e de mãe, nem CT era, aparece com tantos "pais" ...
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