Por ROBERTO VIEIRA
1908.
Soares chega com a bola.
Sítio do Manoel Deodato.
Pelada entre amigos.
Club de Foot Ball
Parahyba.
Parahyba apaixonada pelo futebol.
Tempos românticos do América.
Independente, Red Cross, Internacional de Cabedelo.
Surge o Cabo Branco.
Umbuzeiro e Santa Luzia fazendo gol.
O goleiro Antônio Fernandes Bióca.
Bióca que além de goleiro fundava o Treze nas horas
vagas.
Treze, campeão do primeiro torneio noturno na
Paraíba.
Quem lembra?
Paraíba engrossando contra São Paulo no Pacaembu.
Em 1951.
São Paulo com Julinho e Gamba.
Botafogo de 57.
Botafogo de Kleber, Zeca e Pedro Negrinho.
Botafogo que viu crescer o Campinense.
Campinense que não curtia futebol.
Em 2013, a Parahyba ressurgiu.
Muitos proclamavam que não havia mais futebol.
O futebol era virtual.
Os paraibanos torciam por clubes do sudeste.
E só.
Pois é.
Hulk na seleção.
Campinense, Campeão do Nordeste.
Botafogo-PB?
Vinte mil torcedores enlouquecidos gritando ‘CAMPEÃO!’
Uns, dirão.
Série D, tão somente.
Embasbacados em sua baba ancestral.
Enquanto Augusto dos Anjos proclama sutilmente.
‘A Esperança não
murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença.
Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança...’
Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança...’

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