1 de jul. de 2013





Por ROBERTO VIEIRA


Existe um lado belo em ser pernambucano.

Amar a terra.

E existe um lado hilário.

Pra dizer o menos.

Em 1947, festa!

Mestre José Lourenço Meira abrindo os cofres.

Lotando a Ilha.

Gente de tudo que era lugar do Nordeste.

Renda suntuosa.

Flamengo 1 x 1 Fluminense.

O primeiro Fla - Flu fora de lugar.

(Como belissimamente narrou Mestre Lucídio neste Blog)

Não me consta que isso tenha matado nosso futebol.

Pelo contrário.

Pernambuco permaneceu apaixonado pelos seus clubes.

Agora vem um bafafá dos diabos.

Clássico Vovô na ARENA!

O mundo vai se acabar.

Passaram a perna no Náutico.

Invasão holandesa!!!!!!!

Teve gente que gritou que nem conhece Itamaracá.

Foge de medo de Toritama.

Nem sabe onde é Poções.

Passa suas férias em Miami.

Tem medo até de dizer oxente quando está na Paulicéia.

Claro!

O presidente alvirrubro nem consultou o treinador.

A ARENA não é exclusividade alvirrubra.

Tem Cláudia Leite, Roberto Carlos e gospel.

É preciso transparência nas datas e negociações.

Porém, muito mais importante.

É saber tim tim pot tim tim como vai ser o estacionamento.

Metrô, ônibus, transportes.

Vai ter água pra se beber?

E coisas deste tipo que deixaram o povo doido varrido na Copa.

Porque perder torcida, meus senhores.

Os clubes da capital perdem todo dia.

Tratando mal quem por eles é apaixonado.

O torcedor nordestino não vai torcer pelo Fluminense nem pelo Botafogo.

Porque eles vão jogar na ARENA.

O problema não é esse nem nunca será.

Eles torcem por Fluminense ou Botafogo.

Porque Náutico, Sport e Santa Cruz brincam de saco de pancada.

E ainda dão uma rei da cocada preta.

Zombando da mão que os afaga nas arquibancadas...


4 comentários:

  1. Opinião correta,Roberto.Nossos clubes se aproveitam do bairrismo de nosso povo,enquanto tratam com descaso e crueldade seus torcedores.Quase nada a oferecer aos associados,condições precárias nos estádios,centenas de contratações 'estranhas',planejamentos mal feitos...
    E há de se lembrar que a Arena tem de dar lucro.Em caso contrário,o Governo completa o valor pro consórcio.Por isso a necessidade de shows e mais shows ao longo dos próximos anos,já que só os jogos do Náutico não serão suficientes para atingir a meta financeira.
    Carlos Leite.

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  2. AONDE ESTÁ O PROFISSIONALISMO E TRANSPASRÊNCIA QUE SERIA IMPLANTADO NO NÁUTICO? QUE A ARENA NÃO É NOSSA SÓ O MAIS INOCENTE TORCEDOR ALVIRRUBRO POSSA PENSAR. PARA O GOVERNO DO ESTADO NÃO TER QUE NOVAMENTE FAZER SUA PARTE NO NEGÓCIO E NÃO DAR A SUA CONTRA PARTIDA, É NECESSÁRIO A REALIZAÇÃO DE OUTRAS ATRAÇÕES PARA COMPLEMENTAR A PARTE QUE TOCA AO GOVERNO NO CONTRATO. SE QUANDO DA ASSINATURA DO CONTRATO NÃO FOI COLOCADA NENHUMA CLÁUSSULA NÃO PERMITINDO ESTE TIPO DE SITUAÇÃO. SÃO CCOISAS DO FUTEBOL BRASILEIRO.

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  3. Carlos Celso Cordeiro escreveu:

    Tenho um carro cedido para viajar quando precisar.

    Não pago a manutenção.

    Não pago o combustível.

    É importante que o dono do carro tenha condições financeiras para arcar com estas despesas.

    Não preciso ser o o "DONO" deste carro.

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  4. Caros amigos,
    A situação é um pouco mais complexa. Concordo em parte com muitos dos comentários e também com o texto. Vejamos:
    • Precisávamos conhecer a regra do jogo, isso evitaria muita boataria e especulação. Seria a melhor saída, desde que os termos pudessem ter publicidade. Será que podem?
    • Será que o fato do Fluminense ter jogado aqui em 40 pode ser comparado com o modelo do negócio futebol atual? Para crescer eles precisam também do nosso mercado.
    • A posição geográfica de Pernambuco é privilegiada. Em um raio de 300 km agrupamos quatro capitais e muitas cidades de médio porte. Onde seria o melhor lugar para contemplar os torcedores do Mengo e Cia?
    • Somos a último reduto de resistência, todos os outros estados do Norte Nordeste torcem em sua maioria por times de fora. Mostrar que mesmo aqui eles tem espaço, é demonstrar fraqueza e abrir a porteira. Vejam se eles ousam fazer isso no Rio Grande do Sul.
    • Os interesses da Globo/CBF e do Consórcio são distintos, um precisa fechar a conta do investimento na arena, o outro precisa ampliar a participação de mercado dos seus 13 sócios principais. Nesse caso os esforços se completam.
    • Concordo em gênero número e grau quanto ao tratamento que é dado a essas três fanáticas torcidas. Somente um comportamento tão bairrista pode explicar tamanha devoção aliada a tantos castigos.
    • O exemplo do carro é válido desde que a conta da manutenção não seja paga por nós. Sociedade existe quando é boa para duas partes. A contrapartida da manutenção deveria ser prevista pelo investidor. Será que ingressos mais caros, estacionamentos mais caros, produtos mais caros (cerveja R$ 12,00) estavam previstos pela torcida que freqüentava os Aflitos?
    Defendo de forma intransigentemente a proteção do nosso mercado em prol dos nossos clubes. Da forma com é feita e conduzida pelos gestores locais, nos levam a acordos obscuros e explicações desconexas. Tem uma entrevista com o ex vice presidente do Corinthians, ele mostra as vantagens do modelo que adotaram e mostra claramente que poderíamos fazer melhor em nosso caso. Porém quem se contenta em disputar jogadorzinho com o rival e permanecer na primeira divisão um feito extraordinário, fica difícil pensar mais alto. Chico Avelar


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Comentários