Por ROBERTO VIEIRA
“Pediram para eu voltar para seleção, eu não voltei. Eu já tinha me despedido do Santos, mas eu estava bem demais. Mas o Geisel (presidente da República entre 1974 e 1979), a filha dele, veio falar comigo, para eu voltar e jogar a Copa de 74. Por um único motivo não aceitei: estava infeliz com a situação da ditadura no país. Estava preocupado com o momento. Em apoio ao país, eu recusei, pois estava muito bem (físico e técnico) e poderia jogar em alto nível", afirmou Pelé em reportagem de Samir Carvalho, do UOL.
Sou fã de carteirinha do jogador Pelé.
O maior jogador de futebol de todos os tempos.
Mas a história é cruel.
A história tem memória.
Pelé se despediu da seleção em 71.
Recebeu inúmeros convites do governo militar.
Do Havelange.
De políticos que invocaram o patriotismo para que voltasse.
E disse não.
Disse não enquanto ainda jogava no Santos.
Pelé só disse adeus ao Santos em outubro de 1974.
Três meses após o final da Copa na Alemanha.
Em boa forma física.
Campeão paulista de 1973.
Um dos artilheiros do Brasileirão.
Pelé não quis embarcar na barca furada de Zagalo.
Arriscar o prestígio conseguido na Copa de 70.
Atitude extremamente sensata, diga-se de passagem.
Mas ficaram as fotos com Médici.
As visitas ao Planalto.
O silêncio constrangedor diante da censura e torturas.
Silêncio de todos os tricampeões mundiais.
O mesmo silêncio dos argentinos em 1978.
Dos italianos em 1934 e 1938.
O silêncio apenas quebrado pra dizer que o povo não sabia votar.
Entretanto.
Pelé nunca perdeu uma oportunidade de gol.
E foi assim em 1984.
Vestindo a camisa das Diretas Já.
Quando a ditadura carcomida desabava em praça pública.
Sou fã de carteirinha do jogador Pelé.
O maior jogador de futebol de todos os tempos.
Mas a história é cruel.
A história tem memória.
Pelé não está sozinho neste abstracionismo democrático.
Apenas um jogador boicotou a Copa do Mundo.
Apenas um jogador ousou mandar FIFA e Generais às favas.
Johan Cruyjff em 1978.
Cruyjjf que poderia ter mandado Videla embora do Monumental.
Na final contra a Argentina.
Como Owens em 1936.
Cruyjff que preferiu não arriscar e ficou em casa.
Sendo inclusive acusado de covarde pela mídia brasileira.
Então.
Esqueçamos a nova versão do Rei.
E ponderemos sobre a alienação do jogador de futebol.
Jogador que geralmente vem do lado mais pobre da sociedade.
Jogador que muitas vezes insiste em afirmar.
Que uma Copa do Mundo não se faz com hospitais...
“Pediram para eu voltar para seleção, eu não voltei. Eu já tinha me despedido do Santos, mas eu estava bem demais. Mas o Geisel (presidente da República entre 1974 e 1979), a filha dele, veio falar comigo, para eu voltar e jogar a Copa de 74. Por um único motivo não aceitei: estava infeliz com a situação da ditadura no país. Estava preocupado com o momento. Em apoio ao país, eu recusei, pois estava muito bem (físico e técnico) e poderia jogar em alto nível", afirmou Pelé em reportagem de Samir Carvalho, do UOL.
Sou fã de carteirinha do jogador Pelé.
O maior jogador de futebol de todos os tempos.
Mas a história é cruel.
A história tem memória.
Pelé se despediu da seleção em 71.
Recebeu inúmeros convites do governo militar.
Do Havelange.
De políticos que invocaram o patriotismo para que voltasse.
E disse não.
Disse não enquanto ainda jogava no Santos.
Pelé só disse adeus ao Santos em outubro de 1974.
Três meses após o final da Copa na Alemanha.
Em boa forma física.
Campeão paulista de 1973.
Um dos artilheiros do Brasileirão.
Pelé não quis embarcar na barca furada de Zagalo.
Arriscar o prestígio conseguido na Copa de 70.
Atitude extremamente sensata, diga-se de passagem.
Mas ficaram as fotos com Médici.
As visitas ao Planalto.
O silêncio constrangedor diante da censura e torturas.
Silêncio de todos os tricampeões mundiais.
O mesmo silêncio dos argentinos em 1978.
Dos italianos em 1934 e 1938.
O silêncio apenas quebrado pra dizer que o povo não sabia votar.
Entretanto.
Pelé nunca perdeu uma oportunidade de gol.
E foi assim em 1984.
Vestindo a camisa das Diretas Já.
Quando a ditadura carcomida desabava em praça pública.
Sou fã de carteirinha do jogador Pelé.
O maior jogador de futebol de todos os tempos.
Mas a história é cruel.
A história tem memória.
Pelé não está sozinho neste abstracionismo democrático.
Apenas um jogador boicotou a Copa do Mundo.
Apenas um jogador ousou mandar FIFA e Generais às favas.
Johan Cruyjff em 1978.
Cruyjjf que poderia ter mandado Videla embora do Monumental.
Na final contra a Argentina.
Como Owens em 1936.
Cruyjff que preferiu não arriscar e ficou em casa.
Sendo inclusive acusado de covarde pela mídia brasileira.
Então.
Esqueçamos a nova versão do Rei.
E ponderemos sobre a alienação do jogador de futebol.
Jogador que geralmente vem do lado mais pobre da sociedade.
Jogador que muitas vezes insiste em afirmar.
Que uma Copa do Mundo não se faz com hospitais...
Perfeito mestre! Se melhorar estraga.
ResponderExcluirPS: E sobre a filha Sandra ? Ele ainda não fala nada ?
Nada, Mestre...
ResponderExcluirPelé foi genial. O maior futebolista que vi jogar. Sou se fã incondicional. Já o Edson Arantes do Nascimento deixa muito a desejar como homem e como cidadão.
ResponderExcluirDos tricampeões de 70, apenas o Tostão se pronunciou contra aquele regime. Com relação ao Cruyjff, segundo li, foi a esposa dele que pediu (e não uma decisão dele) que ele não fosse para a copa de 78.
ResponderExcluirSou fã desde criança de Tostão. Quando ele voltou, pensou em ser candidato pela ARENA como deputado. O Cruyjjf não foi pois desde 1977 já se pronunciava contra o torneio. A Revista Placar entrou pesado e o qualificou de 'covarde'. Ele gostava muito da esposa - belíssima môdelo, aliás - mas não a ponto de deixar de jogar uma Copa por causa dela.
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