Por SÉRGIO PEPEU
Uma vez li um pequeno texto escrito pelo amigo centralino Daniel Vasconcelos que dá a nota a tudo que penso com relação ao clube que amo e ao momento atual:
"Sempre na torcida por dias melhores, certos da incerteza do futuro, só resta olhar o passado para continuar sonhando...".
Sem o o apoio como sócios e a cobrança maciça da nossa torcida. Sem incutir nas pessoas a necessidade de olhar o Central como um Clube. Viveremos ano após ano nessa peleja.
Dependendo de fazer tudo errado para dar certo em um golpe de sorte. Dependendo do sofrimento para fazer frente a clubes que nunca tiveram, não têm e nunca terão um décimo do nosso patrimônio, torcida e História.
E a cada ano que passa vamos nos apequenando, apequenando.
Passar de fase, coisa que apesar de tudo, ainda acredito não resolverá os nossos problemas. O Central não pode ser gerenciado como se fosse a extensão do patrimônio de alguns. Não é possível que uma administração passe mais de um ano sem apresentar uma prestação de contas. Pior ainda é vender patrimônio sem a autorização do Conselho conforme é vedado pelo nosso Estatuto.
O Central é parte da História de Caruaru, é a única instituição centenária que resta na cidade ao lado da Banda de Música.
Morrendo o Central, morre uma parte de Caruaru.
O Sport Club Caruaruense se foi.
O Comércio se foi.
O Vera Cruz se foi.
O Rosarense se foi.
Cabe aos verdadeiros Centralinos olharem o que está ocorrendo com esse patrimônio vivo da cidade de Caruaru para que depois não reste a culpa de ver futebol só pela televisão.
Cabe aos verdadeiros Centralinos olharem o que está ocorrendo com esse patrimônio vivo da cidade de Caruaru para que depois não reste a culpa de ver futebol só pela televisão.
Foto: Time do Central que conquistou a "divisão especial" (atual Série B) do Campeonato Brasileiro em 1986 ascendendo à primeira divisão nacional.

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