4 de jun. de 2013






Por ROBERTO VIEIRA


Puskas chegou calado em Madrid.

Di Stefano era o dono do time.

Puskas, seu equivalente no Honved.

Mas não havia mais Hungria.

Não havia mais a magia magiar.

Havia apenas um jogador querendo vencer na mítica Espanha.

Um jogador é sempre um menino.

Um moleque olhando o mundo através da bola.

Nas peladas da infância.

Alguém é o dono da bola.

E alguém sempre manda na pelada.

O Real Madrid tinha um dono da bola.

Partidas finais do certame espanhol.

Puskas e Di Stefano empatados em gols.

Quem seria o artilheiro?

Puskas recebe a bola.

Dribla o arqueiro.

Minuto final.

Pode marcar o gol.

Usurpar o trono.

Porém, com toda malandragem de um herói sem casa e sem pátria.

Toca de calcanhar para Di Stefano que vem na corrida.

Stefano marca.

Sorri em agradecimento.

E Puskas é aceito como igual na máquina merengue.

Pois é.

Foi a última vez que Di Stefano se sagrou artilheiro.

Puskas cansou de fazer gol em cima de gol com os passes do companheiro.

Toda sabedoria que faltou em Didi.

Transbordava no Major.

O que tem isso a ver com Neymar?

Tudo, bicho!

Neymar chegou pianinho em Barcelona.

Proclamando aos quatro ventos catalães.

'Messi é o cara!'.

Magiar esse Neymar...




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Um comentário:

  1. Deve ter sido bem aconselhado.Fico imaginando o Martinez completando o maio campo.Um no sapatinho outro no chinelinho.KKKKKK!

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Comentários