27 de abr. de 2013





Por ROBERTO VIEIRA          


A bola veio cruzada da direita.
A retaguarda falha.
Dutra abre o sorriso.
Ângelo Mendes sonha com o batismo.
Didi recebe a folha e estufa as redes.
Osvaldo nada pode fazer.
Nove minutos da primeira etapa.
Estava inaugurado o maior estádio do mundo.
Pedra e cimento nas arquibancadas.
Incompleto.
Gigante deitado na cidade maravilhosa.
Paulistas vencem.
Por baixo do pano milhares desviados do palco.
Preocupação nenhuma.
Seriamos campeões.
Italianos observam a tudo e a todos.
A Jules Rimet chega de navio.
Medalha para o marechal.
Medalha para o general.
Sessenta e três anos depois.
Pelada pra inaugurar o Maracanã.
Maior do mundo no passado.
Milhões jogados para o alto.
A cidade maravilhosa tortura jogadores apaixonados.
Choques de Otelo.
Não há Didi.
Não há Ipojucan nem Ponce de Leon.
Lula como Vargas observa querendo voltar.
Preocupação nenhuma.
Somos a zebra da Copa.
O azarão em tempos de alemães.
Que se sentirão em casa no morro com seu nome.
Como em 50.
O estádio é inaugurado sem estar pronto.
Quem sabe?
Homenagem do Aldo ao passado do templo.


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