27 de abr. de 2013





Por ROBERTO VIEIRA    




Didi tinha vinte e um anos de idade.

Olhou a imensidão e perdeu a fala.

A bola cruzada.

Nove minutos da primeira etapa.

Didi bate forte.

Osvaldo não consegue alcançar.

O primeiro gol do maior do mundo.

Poderia ter sido do bailarino Dimas.

De Esquerdinha.

Brandãozinho, Carbone, Ponce de Leon?

Mas a bola procurou Didi.

Bola que conhece o futuro do craque.

Didi e o Maracanã se tornariam íntimos.

Compadres.

Didi que conduziria o futebol brasileiro ao título mundial.

Oito anos depois daquele gol.

Didi que nem constava dos planos de Flávio Costa.

Didi que marcaria seu primeiro gol pela seleção.

Contra o famigerado Uruguai.

Dois anos depois.

Longe do Maracanã.

Neste sábado.

Washington relembrou Didi.

Marcou o primeiro gol no novo Maracanã.

De cabeça.

O Brasil já é pentacampeão do mundo.

Potência emergente.

Washington venceu cardiopatia, dúvida e o tempo.

Didi não estava nas tribunas.

Mas deve ter aplaudido o novo templo.

Caro, incompleto e polêmico templo.

Como na inauguração de 1950.

Dutras, ângelos e marins?

Passarão.

Didi e Washington?

Passarinhos... 


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