Por ROBERTO VIEIRA
O Central de Caruaru fez aniversário ontem.
Que tal contar uma pequena e estranha história sobre o clube?
Em 1958, o Central foi campeão municipal.
Em festa.
Chamou o Náutico para um amistoso.
Fogos e forró em Caruaru.
O Náutico de Elias , Geraldo e Airton era diabólico.
Muita farinha pra zaga Cupertino e Adolfo.
Bosco zanzava no ataque alvinegro.
Mas era neutralizado pela dupla Lula e Caiçara.
Aos cinco minutos, Airton marca o primeiro gol.
Um peru do arqueiro Coveiro.
Isso mesmo!
O nome do arqueiro centralino era Coveiro.
Na beira do gramado, o jornalista Aramis Trindade delirava.
Goleiro com nome de Coveiro é sinal de cronica.
Elias cruza.
Geraldo erra a bicicleta.
Mas a pelota vai pererecando entre as mãos de Coveiro: 2x0.
A torcida urra em desespero.
Carlos Celso Cordeiro, ainda menino, invade o gramado.
Airton chuta.
Coveiro aceita.
A torcida exige a substituição do guarda valas.
A voz do povo...
Coveiro sai para nunca mais voltar.
Depois de... enterrar sua equipe.

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