16 de jun. de 2012






Por ROBERTO VIEIRA



O Central de Caruaru fez aniversário ontem.

Que tal contar uma pequena e estranha história sobre o clube?

Em 1958, o Central foi campeão municipal.

Em festa.

Chamou o Náutico para um amistoso.

Fogos e forró em Caruaru.

O Náutico de Elias , Geraldo e Airton era diabólico.

Muita farinha pra zaga Cupertino e Adolfo.

Bosco zanzava no ataque alvinegro.

Mas era neutralizado pela dupla Lula e Caiçara.

Aos cinco minutos, Airton marca o primeiro gol.

Um peru do arqueiro Coveiro.

Isso mesmo!

O nome do arqueiro centralino era Coveiro.

Na beira do gramado, o jornalista Aramis Trindade delirava.

Goleiro com nome de Coveiro é sinal de cronica.

Elias cruza.

Geraldo erra a bicicleta.

Mas a pelota vai pererecando entre as mãos de Coveiro: 2x0.

A torcida urra em desespero.

Carlos Celso Cordeiro, ainda menino, invade o gramado.

Airton chuta.

Coveiro aceita.

A torcida exige a substituição do guarda valas.

A voz do povo...

Coveiro sai para nunca mais voltar.

Depois de... enterrar sua equipe.

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