29 de jun. de 2012










Por JOSÉ RENATO SANTIAGO, MDM  


"Esquecer, certamente, ninguém esquece, mas..."

Ao ler post publicado em 26 de junho no Blog do Juca Kfouri, tomei ciência sobre o possível motivo pelo qual a presidenta Dilma Rousseff faz questão de não receber o atual presidente da CBF, José Maria Marin.

Em 1975, na Assembléia Legislativa de São Paulo, Marin costumava fazer deslavados elogios ao torturador Sérgio Paranhos Fleury e seus “colegas”, bem como destacava o fato de haver comunistas trabalhando na TV Cultura. Um dos responsáveis pelo jornalismo da TV Cultura era Vladimir Herzog que foi assassinado 16 dias depois de um desses discursos feitos pelo então deputado Marin.

Pois bem, ao que parece, Dilma não esquece.

Em 27 de junho de 2012, ontem, a rainha Elizabeth 2ª protagonizou um momento histórico e inimaginável décadas atrás na Grã-Bretanha ao apertar a mão de Martin McGuinness, ex-líder do grupo guerrilheiro IRA, hoje vice-primeiro-ministro da Irlanda do Norte.

McGuinness era o número dois na linha de comando do IRA (Exército Revolucionário Irlandês) no dia conhecido como "Bloody Sunday" ("Domingo Sangrento"), nos anos 1970, quando tropas do Exército Britânico atiraram contra manifestantes e ativistas da Irlanda do Norte, resultando em 14 mortes.

Além disso, McGuinness foi responsável por um atentado que matou um primo da monarca.

O cumprimentou representou uma nova fase da reconciliação entre a Inglaterra e a Irlanda do Norte, anos após uma fase de violentos embates entre católicos e protestantes que durou 30 anos e deixou mais de 3 mil mortos.

Para o analista da BBC Mark Simpson o encontro da rainha com o ex-guerrilheiro tem importância histórica muito relevante.

Pois bem, certamente, a rainha Elizabeth 2ª também não esquece.

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