25 de jun. de 2012






Por ROBERTO VIEIRA


A Copa de 1978 foi ganha no campo e fora do campo.

A Argentina tinha uma equipe forte.

Passou por adversários terríveis.

Hungria, França de Platini e Polônia de Deyna.

Mas tropeçou na Itália e teve medo do Brasil.

O que salvou a Argentina foi o jogo contra o Peru.

E aqui não vou comentar sobre a palhaçada peruana.

Pois o Peru já tinha armado o circo na derrota diante do Brasil.

Só que o Brasil ficou satisfeito com 3-0.

A partida final diante da Holanda.

Foi a maior carnificina de todas as Copas.

A Argentina batia.

A Holanda revidava na mesma moeda.

Perante oitenta mil espantados portenhos.

A cabeça do General Videla?

Não rolou por um detalhe.

A bola bateu na trave no minuto final.

Por isso.

As lágrimas no General na Tribuna de Honra do Monumental.

Ao entregar a taça ao capitão Passarela.

Lá fora do estádio?

Outras lágrimas.

Das mães de maio, junho, julho, setembro.

Cruiyff não estava presente.

Foi o único semideus dos estádios de futebol.

A ter coragem de renegar uma Copa fascista.

Que o extraordinário futebol argentino.

Tenha necessitado de um evento como esse para ser campeão mundial.

É prova maior do caos no país vizinho.

Que muitas vezes dança um tango.

Ao invés de simplesmente jogar bola...


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