4 de set. de 2008





Morreu Fraga.

Fraga do Hexa.

Fraga que era o antifutebol.

Pois Fraga vivia de evitar o gol, o grande momento do futebol.

Por outro lado, um craque não morre jamais.

Ele vive na memória coletiva como um artista da bola.

Embora sua arte seja rarefeita, virtual. Simbólica.

O craque vive sua singular trajetória humana.

Uma lembrança de eternidade em um lance. Ou relance.

Frágil, a lembrança depende de cada torcedor que o viu jogar.

Ou mesmo daqueles que nunca viram um drible, um desarme.

Mas acreditam na única certeza do craque.

Que sai da vida pra entrar nos gramados da história.



0 comentários:

Postar um comentário

Comentários