
O futebol de resultados ganha títulos. Como em 1994 com Parreira.
E deixa no ar a sensação de que é a pedra filosofal das quatro linhas.
Mas o futebol de resultados também é derrotado. E muito.
Em 1974 com Zagalo. Em 1978 com Coutinho. Em 1990 com Lazaronni.
Mas suas vitórias são impressas com letras de ouro pelos fanáticos da objetividade.
Ouro de tolo, diga-se de passagem.
Pelos que não gostam do talento. Preferem o suor.
Suor honrado, mas que não substitui o talento.
Como se Falcão, Sócrates e Zico não fossem guerreiros. Soldados e generais.
Quando o futebol-arte perde, crucifica-se o craque. Impiedosamente.
Crucifica-se Telê Santana como se fosse um anticristo.
Pois hoje é o dia de se crucificar o insípido, inodoro e incolor futebol de resultados.
Se o Brasil sabe atacar, por que defender como time pequeno?
Time pequeno que só sabe defender por não ter outra alternativa na vida.
Apenas levar um tapa e dar a outra face.
Chega de covardia.
Chega de falsa malandragem.
O futebol é maior espetáculo do mundo por causa de Di Stéfano, Messi e Riquelme.
Garrincha, Pelé e Rivelino.
O resto é conversa de quem renega o drible.
E pensa que jogar bola é dar carrinho e dar pontapé.
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