19 de ago. de 2008




O futebol de resultados ganha títulos. Como em 1994 com Parreira.

E deixa no ar a sensação de que é a pedra filosofal das quatro linhas.

Mas o futebol de resultados também é derrotado. E muito.

Em 1974 com Zagalo. Em 1978 com Coutinho. Em 1990 com Lazaronni.

Mas suas vitórias são impressas com letras de ouro pelos fanáticos da objetividade.

Ouro de tolo, diga-se de passagem.

Pelos que não gostam do talento. Preferem o suor.

Suor honrado, mas que não substitui o talento.

Como se Falcão, Sócrates e Zico não fossem guerreiros. Soldados e generais.

Quando o futebol-arte perde, crucifica-se o craque. Impiedosamente.

Crucifica-se Telê Santana como se fosse um anticristo.

Pois hoje é o dia de se crucificar o insípido, inodoro e incolor futebol de resultados.

Se o Brasil sabe atacar, por que defender como time pequeno?

Time pequeno que só sabe defender por não ter outra alternativa na vida.

Apenas levar um tapa e dar a outra face.

Chega de covardia.

Chega de falsa malandragem.

O futebol é maior espetáculo do mundo por causa de Di Stéfano, Messi e Riquelme.

Garrincha, Pelé e Rivelino.

O resto é conversa de quem renega o drible.

E pensa que jogar bola é dar carrinho e dar pontapé.



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