
O Brasil sonhava com a medalha olímpica. Como hoje em dia.
Mas sempre saiu derrotado. Em 52/56/60/64/68, etc.
Até que em Los Angeles 1984, a CBF jogou a toalha.
Pegou o time do Internacional e enxertou alguns jogadores.
E disse em alto e bom som: "Jair Picerni, se vira!"
O resultado? Ganhamos medalha de prata com os Brancaleone.
Nenhum time do leste europeu compareceu. Os falsos amadores ficaram descansando.
Um boicote esperado afastou metade do mundo dos EUA.
O Fluminense negou o ponta esquerda Paulinho.
Júlio César pediu dispensa por motivos particulares.
Ronaldo do Corinthians aproveitou para se casar antes da viagem.
Pra completar, Jair Pereira, campeão mundial juvenil um ano antes numa final contra a Argentina, estava desempregado.
Mas nem sequer foi cogitado pra ajudar Jair Picerni.
No time do Internacional estavam Gilmar e Dunga. Futuros campeões mundiais em 1994.
Tinha o extraordinário zagueiro Mauro Galvão.
Tinha os nem tão extraordinários Tonho e Kita.
Estreamos ganhando da Alemanha por 1 x 0. E seguimos vencendo a Arábia Saudita por 2 x 0 e Marrocos por 2 x 0.
Eliminamos o Canadá nos pênaltis.
Superamos a Itália nas semifinais por 2 x 1.
E só fomos parar na França: 0 x 2. Ante um público de mais de cem mil pessoas.
Se serve de consolo, ao contrário de Gilmar, Dunga e Mauro Galvão, dos onze titulares da França ninguém virou craque.
Aquele foi seu último momento de glória.
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