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10 de abr. de 2013






Artilheiro da seleção em 58.

Leão da Copa.

Vavá distribuía autógrafos e suspiros femininos depois da Suécia.

Olhando de perto.

Até que ele parece com o ídolo de Mestre Lucídio.

O tal de Humphrey Bogart...

3 de abr. de 2013






Por ROBERTO VIEIRA


Suprema maldade.

Um lateral de 18/19 anos chega na seleção brasileira.

Paraibano.

Militando no futebol pernambucano.

Parte da mídia local faz muchocho.

'Ele não merecia a convocação!'

Os pernambucanos são assim em sua maioria.

Não admitem a virtude conterrânea.

De tal forma que.

Ademir, Vavá, Almir, Rivaldo foram fazer a festa dos olhos d'além.

Mas existe um detalhe canhesto.

A mesma mídia que apedreja.

Esquece da maldade da mídia de lá.

Dos donos do Poder central.

Nado barbarizava.

Só foi convocado quando assinou com o Vasco.

Manga agarrava até pensamento.

Falavam nele para a seleção quando jogava em Pernambuco.

Mas só vestiu a camisa da CBD quando atuou no Botafogo.

Givanildo brilhou.

E foi sacado pelo Capitão Coutinho sem mais nem menos.

Nunes foi engessado.

Bita, meu Deus!

O homem do rifle que fazia mais gols que o Rei.

Sequer foi cogitado.

Marinho Chagas, então?

Brincou de jogar bola nos Aflitos.

Foi ser lembrado depois de 45 minutos no alvinegro da estrela solitária.

Portanto, meus vetustos senhores que não elogiam o jovem Douglas.

Lamento profundamente.

Douglas é o primeiro alvirrubro convocado para a canarinha.

E quando um paraibano chega na seleção.

Jogando em time pernambucano.

Longe demais das capitais e dos capitais.

Eu me rendo de joelhos e aplaudo.

Fanático confesso.

Porque se Douglas jogasse no Grêmio.

No Internacional.

No Cruzeiro.

Diriam em unanimidade.

'Ele é genial! Ele é genial! Ele é genial!'

Parodiando o livro sagrado.

Ninguém é craque na sua própria terra dos canaviais.

Força, Douglas!

Jogue o que você sabe.

Nessa vida sofrida.

Você já é bola de ouro...




12 de nov. de 2012






Vavá hoje completaria 78 anos.

Esqueci.

Mas o 'Futuro Sport' me lembrou!

Ainda bem...

Vavá é desses jogadores que deveria se guardar no cofre.

No cofre mais profundo do coração-torcedor.

11 de ago. de 2012










Por ROBERTO VIEIRA


Dá pra formar uma seleção imbatível.

No papel.

Taffarel ou Dida no gol.

Júnior, Zózimo, Abel e Roberto Carlos.

Gérson e Falcão.

Ronaldo, Vavá, Romário e Rivaldo.

E ainda ficam de fora Dunga, Batista e Bebeto.

O técnico?

O bicampeão mundial Vicente Feola.

Pois é.

Mas esse timaço nunca viu o ouro olímpico.

Nunca sentiu o gosto da celeste de Cea.

Nunca subiu no pódio de Messi.

Coisas do futebol mundial.

E pior pro futebol.

Hoje?

O discreto Mano Menezes e o craque Neymar.

Podem conquistar o ouro de Tenochtitlán.

Ouro que no dia seguinte.

Vai parecer insignificante aos olhos dos pentacampeões mundiais.

E é mesmo!

Mas que brincando, brincando.

É a única pedra na chuteira.

De quem já conquistou tudo nos 90 minutos dessa vida...

28 de jun. de 2012






É das imagens mais singelas do jornal ÚLTIMA HORA.

1956.

Vavá fazendo gols pelo Vasco.

Mas nem sonhando em ser o Leão da Copa.

Nem imaginando os nove gols em Mundiais.

Vavá chama Bellini.

E os dois vão comprar roupas para o filho de Vavá que estava chegando.

Vavá e Bellini.

Heróis de uma seleção.

Inesquecível.

Dentro e fora dos gramados...







Era a terceira Taça Brasil.

Julho de 1961.

O Palmeiras sonhava com o título mundial.

Palmeiras que batera na trave em 1960.

Perdendo diante dos uruguaios do Peñarol.

O primeiro desafio paulista?

Os campeões paranaenses: Coritiba.

Para a empreitada.

O Palmeiras repatriara Vavá, o Leão da Copa.

Palmeiras treinado pelo argentino Armando Renganeschi.

Já o Coritiba.

Trazia uma delegação com 28 pessoas até São Paulo.

Apenas 15 jogadores.

Coritiba treinado também por um estrangeiro.

O antigo goleiro Sinforiano Garcia.

Verdadeira lenda paraguaia.

A correria paranaense foi grande.

A categoria do Palmeiras, maior.

Chinesinho e Gildo marcaram no primeiro tempo.

E foi o suficiente.

Palmeiras 2-0.

Alguns dias depois na capital paranaense.

O Coritiba devolveu a derrota com um sonoro 3-1.

Na negra?

Deu Palmeiras: 4-1.

Palmeiras que acabou desclassificado na Taça Brasil.

Pelo América-RJ...

17 de jun. de 2012



Título mais esquecido entre os brasileiros.

1962.

Foi sangue, suor e lágrimas.

Hoje?

Cinquenta anos de uma equipe com muita, mas muita vergonha na cara...

Começando por Vavá.

Vavá que marcou um de oportunismo na final.

E mandou outra bomba.

Na trave de Schroiff.









16 de set. de 2008



Em Madri se encontram duas épocas do futebol brasileiro.

Duas feras dentro da área.

Vavá, o leão da Copa de 58.

E Nunes, que seria o artilheiro da Copa de 78.

Caso a comissão técnica não decidisse corta-lo.

Despudoradamente.

Com um pé no gesso.

Nunes que implodira a Alemanha, com o mesmo destemor que Vavá implodira a URSS.

Só que Vavá já não jogava em Pernambuco.

E Nunes ainda era tricolor...


[IMAGEM]


1 de jul. de 2008




A edição de hoje do Diario de Pernambuco traz um suplemento especial sobre a Copa do Mundo de 1958.

E no suplemento, um texto de minha autoria.

Sinto-me honrado e profundamente grato ao caderno de esportes do Diario.

Guardarei o suplemento e as imagens.

Capazes de emocionar qualquer pernambucano, qualquer brasileiro.


Por ROBERTO VIEIRA

Durante as comemorações dos 50 anos da conquista do futebol brasileiro na Suécia, um fato passou desapercebido por grande parte dos torcedores: A Taça Jules Rimet beijou primeiro o solo pernambucano. Antes de sua chegada no Rio e em São Paulo, a seleção de Vavá, Pelé e Garrincha fez escala em nossa capital no dia primeiro de julho de 1958.

Não foi a primeira vez que Recife escreveu seu nome na história da seleção. Em 1938, Recife recebeu com uma multidão incalculável o timaço de Domingos da Guia e Leônidas. A seleção brasileira de 1938, terceira colocada no Mundial da França. Em 1994, novamente a seleção é recebida com festa em nossa capital. Desta vez, agradecendo o apoio dado durante as eliminatórias para a Copa de 1994 nos EUA.

Tais lembranças na comemoração dos 50 anos do título na Suécia, levam os pernambucanos a cantar com toda justiça que "A Taça do Mundo é nossa!"

1 de julho de 1958: Vavá

Chovia. A multidão se acotovelava pelas ruas e pontes do Recife indiferente ao tempo. Nunca se saberá ao certo quantas milhares de pessoas foram às ruas no dia primeiro de julho de 1958. A seleção brasileira era campeã do mundo e nada era mais importante que ver Pelé, Garrincha e Gilmar. Quem sabe abraçar o pernambucano Vavá. Os guarda-chuvas se misturavam com uma outra chuva, a de papel picado jogado dos edifícios na Avenida Guararapes.

O brasileiro sofrera uma transformação desde a final contra a Suécia. Erguera os ombros, olhava no mundo de frente, encarava o futuro como apenas um detalhe. Nas palavras do pernambucano Nelson Rodrigues acabara o nosso complexo de vira-lata. O nordestino se via então, dono do mundo. Pelos pés dos alagoanos Zagalo e Dida. Pelos gols do valente Vavá. De todas as cidades do interior e de outros estados chegavam torcedores e curiosos.O país de JK e da bossa-nova era também o país do futebol.

O técnico Vicente Feola ficou sentado observando a multidão. Ao seu lado, o presidente da FPF, Rubens Moreira. Vavá foi abraçado pela Miss Pernambuco, Sônia Maria Campos, que iria a Londres disputar o título de Miss Mundo. Organizou-se um desfile em carro aberto pelas ruas da cidade.

As imagens dos gols e das jogadas na Suécia ainda não haviam chegado no Brasil. A imaginação dominava a alma do torcedor. E na alma do torcedor Garrincha era de outro planeta, Pelé, um menino de fraldas. Mas, sobretudo Vavá, era um gigante rompendo defesas, marcando gols e mais gols em Lev Iashin, derrotando a França de Fontaine, goleando os donos da casa na final.

Vavá que surgiu no pequeno Íbis. Vavá que passou como tempestade no Sport. Vavá que seguiu pelo mundo, pelo Vasco, pelo Palmeiras, pela Espanha, marcando gols com sotaque nordestino.

Se é verdade que naquele inverno o brasileiro perdeu o complexo de viralata, muito disso se deve ao pernambucano Edvaldo Izidio Neto. O peito-de-aço, Vavá!