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23 de jul. de 2013






Por WASHINGTON VAZ

Se observarmos direitinho, a culpa nem é da Macaca.

O culpado sim, podemos afirmar que é a senhora CBF, que dita as regras da Copa do Brasil.

Regulamento por sinal, confuso onde dá como prêmio ao clube desclassificado na terceira fase da Copa do Brasil uma vaga na Copa Sulamericana.

É ai que entra o dilema da Ponte Preta na Copa do Brasil, o que pode transformar sua participação em uma grande marmelada.

Garantida a 14ª colocação no Campeonato Brasileiro de 2012, a Ponte Preta está pré-classificada para a Copa Sul-Americana de 2013.

Chance inédita do time de Campinas de disputar sua primeira competição internacional em seus 113 anos.

Mas como tudo na vida não é fácil, a Ponte Preta pode ser obrigada a deixar o torneio da Conmebol.

Isso caso a Macaca avance para as Oitavas de final na Copa do Brasil.

Na terceira fase da competição nacional, o segundo jogo será amanhã, contra o Nacional de Manaus.

Ponte Preta que já perdeu por 1×0, usando apenas reservas em pleno Moisés Lucarelli



E no acanhado Estádio do SESI em Manaus?

Além de escalar novamente o time reserva, até o técnico Paulo César Carpegiani vai ser “poupado”.

Quem assume a equipe vai ser auxiliar Zé Sérgio.

Nesta marmelada toda, bom mesmo só para o Nacional que vai embolsar 500 mil pela classificação...

O que não é nada mal para um clube que tenta sobreviver no submundo da Série D.







16 de set. de 2008



[QUIZ]


O dirigente Maurício Costa do Nacional chegou no Atlético-MG.

Queria alguns jogadores para estrear no Brasileirão 1972.

Levou Laci.

Levou Pedrinho e Dorival.

E de contra-peso carregou um certo centroavante de 19 anos.

Deixaram o menino no banco. Ostracismo.

Até que Paulo Emílio olhou prum lado e pro outro e não tinha ninguém pra entrar.

Não tem tu, vai tu mesmo.

O menino entrou e meteu um gol no goleiro Andrada do Vasco.

No jogo seguinte, três gols no ABC de Alberi.

Mais outro no Náutico em Manaus.

E foi fazendo gol em cima de gol em tudo que era time do Brasil. 14 no total.

O Galo perdeu Dario para o Flamengo. E foi buscar o menino para seu ataque.

Até que foi constatada efedrina em seu exame antidoping.

O primeiro caso de doping em Brasileirão.

O médico do Atlético-MG prescrevia a substância ao jogador e não comunicava a CBD.

O sonho de seleção ruiu.

E tempos depois ele foi contratado pelo Náutico. Esperança de gols nunca confirmada.

Então, caros amigos. Essa é barbada.

Quem é esse herói de três mundos?

Nacional.

Atlético-MG.

E Náutico?


9 de set. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

Lentamente, em um processo inexorável, eles começaram a desaparecer.

Não foi assim de repente. A morte era precedida de uma série de lutos, espasmos de reanimação, até o declínio final.

A fuga dos patrocinadores.

A migração da torcida.

O último e arcaico torcedor de bandeira em punho sendo entrevistado pelas rádios.

Auto Esporte, Remo, Santa Cruz, Galícia, América-MG, Guarani, Bangu, Olaria, Alecrim, Nacional, Comercial, CSA...

Cidades onde se gritava gol diariamente, hoje gritam shopping center ou mãos ao alto!

Crianças que batiam bola nas várzeas, nas praias, nas esquinas, hoje cheiram cola e driblam gangues.

Outras hipnotizadas nos play stations.

Os últimos da espécie, jogam futebol nas telas de TV, nos pay per view da vida.

Não houve uma era glacial.

Não houve um terremoto.

Não houve um meteoro.

Apenas a politicagem e o populismo se deram as mãos pelos clubes do país.

Apenas a concentração de renda se fez definitiva nos bastidores do esporte mais popular do Brasil.

O único reduto democrático que Pindorama forjou.

Primeiro foram os mais fracos, darwinianamente.

Depois os clubes dos estados de menor PIB.

Até que chegou a vez dos dos pequenos dinossauros radicais. Os redutos apaixonados até a morte.

Quando o expurgo estava completo, houve champagne na sede do Clube dos Treze Terríveis Répteis.

Espocar de fogos.

Esqueceram que a evolução não é uma ferramenta na mão dos animais.

E os tiranossauros se deram conta que acabara a comida.

Mas era tarde demais.

O Beagle zarpara para uma nova Galápagos.