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13 de set. de 2013





Festa tripla de aniversário.

O aniversário propriamente dito.

Muricy de volta!

E o São Paulo batendo a Ponte.


18 de jul. de 2013





A maior biblioteca de livros sobre futebol no país.

E o dono da biblioteca.

O Mestre dos Mestres José Renato Santiago.

Trajando o manto alvirrubro.

Está no livro.

Está no coração e na memória.

Brigadão, Mestre!!!!!!

3 de dez. de 2012




Olá,

Enfim chegamos a semana do evento "Marcos do Futebol".
Iniciativa criada, tendo em vista contribuir, um pouco que seja, com o fortalecimento da memória do futebol.
Atividade que não possui qualquer interesse econômico e financeiro, e visa também destacar o dia em Memória ao Futebol Brasileiro, conforme foi instituído na cidade de São Paulo, 24 de novembro, que é também o aniversário de Charles Miller.
Para que esta data não passe em vão, foi organizado este evento que acontecerá no dia 8 de dezembro, próximo sábado, a partir das 9:30, no Teatro Eva Herz, situado dentro da Livraria Cultura do Conjunto Nacional em São Paulo

A entrada é franca.

Nesta oportunidade, será entregue o troféu "Marcos do Futebol" um pequeno símbolo para registrar a homenagem a 11 pessoas e entidadesque contribuíram ou contribuem em prol da memória do futebol.
Certamente há muitas outras pessoas merecedoras desta homenagem, que certamente é humilde, ainda mais pelo fato de tudo estar sendo bancado, economicamente, por alguns apaixonados por futebol, o grupo Memória Futebol, que na verdade é um trio formado por mim, John Mills e Marcelo Unti.
Desde 2010 temos tentado organizar este evento, e muitas barreiras precisaram ser ultrapassadas, exatamente por isso que contamos tanto com pessoas como você, Roberto, que também é um apaixonado por futebol.
Por isso que é tão importante contar com um público que justifique exatamente a realização de outros eventos sejam eles quais forem que tenham objetivo similar "democratizar a memória do esporte" que não pode ficar concentrado a poucas pessoas, o que é um grande risco.
A lista de homenageados é a seguinte (em ordem alfabética):

1. Celso Unzelte
2. Club Athletico Paulistano
3. Colégio de Santa Inês
4. Floriano Pesaro
5. John Mills
6. José Teixeira
7. Juca Kfouri 
8. Museu do Futebol
9. Oberdan Cattani
10. Osmar Santos
11. São Paulo Athletic Club

Agradeço imensamente a sua ajuda na divulgação do evento.

Um grande abraço,
José Renato Santiago


23 de nov. de 2012




Por JOSÉ RENATO SANTIAGO, MDM       



O crescimento de praticamente todas as cidades brasileiras está intimamente ligado às atividades sociais e culturais que contribuíram para a formação de sua população. 
Neste sentido, o futebol assume de forma clara um papel muito relevante justamente por estar junto ao dia a dia de cada um de nós, brasileiros, que vivem nesta maravilhosa cidade.
Resgatar a memória deste esporte é uma importante maneira de contribuir não somente com a sua perpetuação, como também com o reconhecimento das principais características das várias culturas, oriundas de todas as partes do mundo, e que fazem parte do nosso cotidiano.
Ainda em 2010, a partir de iniciativa de alguns amigos responsáveis pelo “Memória Futebol”, grupo formado por admiradores e profissionais que acreditam no efetivo resgate e disseminação da memória como forma de garantir a perpetuação e crescimento do futebol, o vereador paulistano Floriano Pesaro passou a investir esforços em prol desta importante causa.
A atuação destas pessoas não foi em vão e rendeu um importante fruto.
Mas certamente muitos outras pessoas contribuem diariamente com a memória do futebol, impossível nominar cada uma delas, deste os torcedores das menores equipes do subúrbio até mesmo das maiores equipes do futebol brasileiro.
Em 12 de janeiro de 2012, na cidade de São Paulo, foi promulgada a Lei 15.522, que institui o Dia em Memória ao Futebol Brasileiro a ser comemorado, hoje, dia 24 de novembro - data de aniversário de Charles Miller - um paulistano do Brás que, ao trazer algumas bolas e um livro de regras, introduziu o futebol no Brasil. 
Como berço do futebol brasileiro, nada mais justo que São Paulo comemorar os marcos históricos do esporte mais popular do mundo, são eles:
- Antiga Várzea do Carmo, área entre as ruas do Gasômetro e Santa Rosa, local do primeiro jogo sob regras;
- Rua Três Rios, área do Colégio Santa Inês, local do primeiro campo exclusivo para a prática do futebol;
- Rua Visconde de Ouro Preto, onde se localiza o Clube Atlético São Paulo - SPAC, o primeiro clube de São Paulo, cuja equipe foi a primeira campeã de uma competição oficial no Brasil;
- Área em torno da Praça Roosevelt, local do primeiro estádio de futebol, o antigo Velódromo, entre as ruas Nestor Pestana e Consolação;
- Museu do Futebol, localizado na Praça Charles Miller, que é o primeiro museu público exclusivo em prol da memória do futebol brasileiro;
Este é apenas o primeiro e humilde passo de muitos outros farão com que o futebol e seus grandes personagens recebam seu justo e devido reconhecimento.
Parabéns à Memória.
Parabéns ao Futebol.
Parabéns São Paulo.
Parabéns a todos nós apaixonados por este maravilhoso esporte.

um grande abraço,
José Renato Santiago
www.memoriafutebol.com.br
https://www.facebook.com/memoriafutebol

20 de nov. de 2012




Por JOSÉ RENATO SANTIAGO, MDM          




Ao longo da história dos Campeonatos Brasileiros, desde 1971, entre os 12 maiores times brasileiros, 5 deles jamais disputaram divisões intermediárias, segunda e/ou terceira divisão e/ou similares, são eles: Cruzeiro, Flamengo, Internacional, Santos e São Paulo.

Dentre as outras 7 equipes apresento abaixo a lista das equipes que permaneceram o maior número de dias nas divisões inferiores do Campeonato Brasileiro:
O critério utilizado para a contagem dos dias é o final da competição que definiu a ida da equipe para a disputa, até a data final do campeonato intermediário que o time disputou.

Eis a lista:

1. Fluminense: 765 dias (Segunda Divisão de 1998 e Terceira Divisão de 1999)
2. Grêmio: 705 dias (Segunda Divisão de 1992 e 2005)
3. Palmeiras: 572 dias (Taça de Prata de 1981 e 1982 e Segunda Divisão de 2003)
4. Corinthians: 449 dias (Taça de Prata de 1982 e Segunda Divisão de 2008)
5. Botafogo: 372 dias (Segunda Divisão de 2003)
6. Atlético Mineiro: 351 dias (Segunda Divisão de 2006)
7. Vasco da Gama: 351 dias (Segunda Divisão de 2009)

Ao considerarmos o rebaixamento do Palmeiras para a Segunda Divisão de 2013, a equipe alviverde passará ser a equipe grande com maior período de dias em divisões intermediárias do campeonato brasileiro.

1. Palmeiras: 922 dias (Taça de Prata de 1981 e 1982 e Segunda Divisão de 2003 e 2013)
2. Fluminense: 765 dias (Segunda Divisão de 1998 e Terceira Divisão de 1999)
3. Grêmio: 705 dias (Segunda Divisão de 1992 e 2005)

Já estou admitindo o retorno do grande alviverde para o local da onde ele jamais poderia ter saído, a Série A.
um abraço,
José Renato Santiago


19 de nov. de 2012





Olá,

Hoje é o centenário de um dos maiores jogadores de todos os tempos, Domingos da Guia.
Segue meu novo artigo: : "Domingos da Guia, 100 anos"

Espero que gostem






Para muitos, o maior zagueiro de todos os tempos.
Um craque com nome e sobrenome, Domingos da Guia.
Hoje se comemora seu centenário.
Nascido no Rio de Janeiro, começou sua carreira no Bangu com apenas 17 anos.
Contratado pelo Vasco, logo foi jogar no Nacional de Montevidéu.
Algo raro naquela época para um jogador brasileiro.
Foi campeão uruguaio em 1933.
De volta ao Brasil, foi campeão carioca pelo Vasco da Gama em 1934.
Já no ano seguinte, seria campeão argentino pelo Boca Juniors em 1935.
Um feito inédito, até os dias atuais, tricampeão, consecutivo, em três países diferentes.
Possuía uma classe e domínio de bola tão grande que costumava sair driblando os adversários em sua própria área.
Jogada de alto risco que ganhou o nome de “domingada”.
Foi um dos destaques da seleção brasileira que encantou o mundo na Copa de 1938, chegando a uma incrível terceira colocação.
Naquela competição foi protagonista de uma cena que marcou para sempre a história do futebol mundial.
Na partida válida pelas semifinais, levou uma “encostada” do atacante italiano Piola.
Indignado, deferiu-lhe um pontapé.
Repreendido pelo árbitro suíço, pensou que tivesse sido expulso juntamente com o italiano.
Começou a se encaminhar para fora do campo.
Antes de sair foi avisado que não estava expulso.
Quando voltou, no entanto, viu a bola na marca do pênalti.
Aquele jogou acabou por tirar a nossa seleção da Copa.
A Itália venceu por 2 a 1.
De volta ao Brasil, voltaria a conquistar por mais três vezes o título carioca, em 1939, 1942 e 1943, agora pelo Flamengo.
Além do bom futebol, Domingo daria ao mundo do futebol, um de seus grandes nomes.
Seu filho foi um dos maiores jogadores da história do Palmeiras, simplesmente Ademir da Guia.
Domingos foi convocado para a seleção lá de cima em 18 de maio de 2000.


um abraço,
José Renato Santiago


21 de out. de 2012




Por JOSÉ RENATO SANTIAGO, MDM  


“1975...
Semifinais da Liga Suburbana do Ceará...
Floresta e Vila União decidem uma vaga para a final na decisão por pênaltis.
Na cobrança, o meio volante alviverde do Floresta se prepara para a cobrança decisiva.
Respira fundo e... goooollll.... Floresta na final.”
Era assim que meu tio Silvio costumava contar e recontar seu maior momento como jogador.
Certamente seu papel junto ao futebol amador cearense foi infinitamente maior.
Ainda nos anos de 1970 passou a ser técnico do Floresta Esporte Clube.
Time criado por um sonho de seu pai, Felipe de Lima Santiago, que queria incentivar seus filhos a praticarem esporte, o Floresta se tornou a “cara” do bairro Vila Manoel Sátiro.
Bairro de pessoas simples e humildes que creditavam no Floresta uma forma de mostrar para toda a cidade que ali havia um centro de excelência, no caso através do futebol.
O Floresta se tornou sob o comando de Silvio, a maior equipe de todos os tempos no futebol amador do estado do Ceará.
Campeão estadual em inúmeras oportunidades e bancado pela aposentadoria de seu pai, Felipe, ex funcionário de uma empresa inglesa, onde trabalhou por quase 50 anos, o Floresta fez história.
Foram inúmeros os jogadores descobertos por Silvio, que eram repassados para as equipes profissionais em troca de bolas, redes e uniformes.
Muitos deles sem quaisquer perspectivas na vida, jogavam no Floresta e estudavam no Colégio Henriqueta Galeno, entidade municipal, construída em terreno doado por Noelzinda, mãe de Silvio.
Aos sábados pela manhã, os meninos do bairro iam para a casa de Noelzinda e Felipe para se prepararem as provas de admissão do colégio.
No período da tarde jogavam bola no quintal da casa, e batiam os famosos “rachas”.
No dia seguinte, aos domingos, toda a molecada ia assistir aos jogos do Floresta, primeiro e segundo quadros.
Silvio passou para a história do subúrbio cearense como o Rinus Michels do Futebol Amador.
Até que em 1987, Felipe foi chamado...
O Floresta continuou vivo, mas jamais voltaria a ser o mesmo.
Ao que parece, a tristeza tomou conta do coração de Silvio que apenas pontualmente passou a acompanhar os jogos do alviverde.
Pois bem, nesta sexta-feira, dia 19 de outubro, Silvio foi chamado...
Um coração bom e alegria contagiante que ainda moleque me presenteou com algo que trago até hoje, ser torcedor do Ceará, outra herança do meu avô.
Tristeza difícil de superar e que caberá a saudade suprir no coração de todos que o conheceram.


um abraço,

José Renato Santiago


11 de out. de 2012




Por JOSÉ RENATO SANTIAGO, MDM



1962...

A seleção brasileira era bicampeão mundial.

Ainda sim, os nossos clubes estavam longe de serem reconhecidos.

Naquele ano tudo seria diferente.

Sem dúvida alguma caberia ao Santos mudar esta história.

Primeiro ao conquistar a Taça Libertadores frente ao Penãrol.

Posteriormente o desafio passou a ser o Mundial Interclubes, contra o grande Benfica, campeão europeu, liderado pelo magistral Eusébio.

No primeiro jogo realizado, em 19 de setembro de 1962, no Maracanã, o Santos venceu por 3 a 2.

Os gols do Santos foram marcados por Pelé (2) e Coutinho e os do Benfica por Santana (2).

O resultado apertado no primeiro jogo e a qualidade do time português fez com que a diretoria do Benfica já iniciasse a venda de ingressos para o jogo desempate.

Isto mesmo.

Os torcedores portugueses puderam comprar os ingressos para a terceira partida, antes da certeza se ela iria acontecer.

…Grave Erro…

O Santos, simplesmente, aniquilou o Benfica em pleno Estádio da Luz.

Para muitos a maior atuação de uma equipe de futebol em todos os tempos.

Para se ter uma ideia, até os 40 minutos do segundo tempo, estava 5 a 0 para o Santos.

Eis a ficha técnica:

Benfica 2 x 5 Santos
Data: 11 de Outubro de 1962
Local: Estádio da Luz (Lisboa)
Árbitro: Pierre Schwinte (França)
Público: 73.000
Gols: Pelé aos 15’e aos 25’; Coutinho aos 48’, Pelé aos 64’, Pepe aos 77’, Eusébio aos 85’ e Santana aos 89’.
Benfica: Costa Pereira, Jacinto, Humberto, Raul e Cruz; Cavem e José Augusto; Eusébio, Coluna e Simões. Técnico: Fernando Riera.
Santos: Gilmar, Mauro, Dalmo, Olavo e Calvet; Zito, Dorval e Lima; Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.

24 de set. de 2012




Por JOSÉ RENATO SANTIAGO, MDM  
  

Coroatá é uma pequena cidade maranhense fundada em 1920.

O nome da cidade se originou de uma planta existente na região, que veio do México, e conhecida pelos índios locais por Croatá-Açú.

Doze anos depois, exatamente em 24 de setembro de 1932, no entanto, aconteceria o nascimento de José Ribamar de Oliveira, o que faria com que Coroatá passasse para a história como a cidade de Canhoteiro.

Um dos mais fabulosos jogadores da história do futebol brasileiro, Canhoteiro associava uma velocidade descomunal a uma grande habilidade para controlar a bola e dar dribles desconcertantes em seus adversários.

Um fenômeno!!!

Segundo seus colegas, Canhoteiro era o único que conseguia correr por uma longa distância com a bola, praticamente, colada junto ao seu pé.

Sua carreira foi iniciada em 1949 no pequeno América de Fortaleza, de onde saiu para o São Paulo em 1954.

No São Paulo jogou 415 partidas e marcou 103 gols.

Quando chegou ao São Paulo, em 1957, o magistral Zizinho não se conformava que, a apenas 400 quilômetros de distância do Rio de Janeiro, pudesse existir um fenômeno desconhecido como o ponta-esquerda Canhoteiro.

Nas palavras do próprio Zizinho, Canhoteiro foi "melhor que o próprio Garrincha".

Em campo, levava à loucura os marcadores da época, como o corintiano Idário ou o palmeirense Djalma Santos.

Certa vez, contra o Corinthians, em uma só jogada ele fintou seu marcador 14 vezes.

Campeão Paulista em 1957, foi convocado para a Copa do Mundo de 1958, mas acabou cortado.

Motivo?

Muito embora o técnico da seleção brasileira, Vicente Feola, tivesse sido seu técnico no São Paulo, isto não serviu de argumento para evitar seu corte, uma vez que sua vida boemia falou mais alto.

 Segundo alguns historiadores, o corte teria sido provocado pelo fato de Canhoteiro ter chegado de madrugada na concentração da seleção brasileira justamente por saber que teria que viajar de avião até a Suécia, onde a Copa seria realizada.

Seu pavor em andar de avião era estrondoso.

Para o seu lugar foi chamado Zagallo.

Anos depois, o grande Chico Buarque de Holanda desabafou sobre este fato: “Canhoteiro, cuja camisa Zagallo usurpou na Copa de 58, privando o Planeta de ver o que só eu via”.

Jamais voltaria a jogar pela seleção.

No entanto, de qualquer forma, no ataque dos sonhos de qualquer torcedor brasileiro daqueles tempos, sua presença, juntamente com a de Garrincha era mais do que mandatório.

Aliás, coube ao próprio Chico Buarque escrever este ataque dos sonhos na música “O futebol” com Mané, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro.

Canhoteiro se foi em 16 de agosto de 1974.

um abraço,

José Renato Santiago


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20 de set. de 2012





Por JOSÉ RENATO SANTIAGO, MDM     

Manhã de 20 de setembro de 1942.

Dentro de alguns instantes Palestra de São Paulo e São Paulo se enfrentariam em partida decisiva para o título do campeonato paulista daquele ano.

Pelo menos era o que indicava a tabela da competição.

O Palestra de São Paulo tinha assumido este nome de forma oficial em 27 de março daquele ano uma vez que um decreto de lei assinada pelo presidente Getúlio Vargas, em janeiro, proibira o uso de termos e denominações referentes as nações inimigas.

Sendo assim caiu o nome o Palestra Itália em favor do Palestra de São Paulo.

Ainda assim o nome continuou sendo visto com restrições, sobretudo pelos rivais, que usavam de argumentos, supostamente, patrióticos para denegrir o Palestra.

Foram muitas as pressões políticas, até mesmo com ameaças de perda de seu patrimônio e retirada imediata do campeonato em disputa, que, aliás, liderava.

Diante disso, as vésperas da partida decisiva frente ao São Paulo, no dia 14 de setembro, em uma reunião tensa, os dirigentes palestrinos decidiram mudar novamente o nome da equipe.

A história diz que por sugestão do jornalista Ary Silva, foi escolhido o nome Palmeiras.

Para a torcida: “...seremos Palmeiras e nascemos para ser campeões...”

Conforme o grande Oberdan confidenciou anos atrás em entrevista, a equipe palestrina estava hospedada em uma chácara em Poá, concentrada para a partida, quando os jogadores foram informados que “...Palestra acabou, agora somos Sociedade Esportiva Palmeiras...”

Sendo assim, embora oficialmente na tabela ainda fosse o Palestra de São Paulo, foi o Palmeiras que entrou em campo em 20 de setembro de 1942.

Conduzindo uma bandeira brasileira, sob o comando do capitão do Exército Adalberto Mendes, os jogadores entraram no gramado do Pacaembu para fazer, e porque não dizer, começar uma nova história.

O técnico Del Debbio escalou o novo Palmeiras com Oberdan, Junqueira e Begliomini; Zezé Procópio, Og e Del Nero; Cláudio, Valdemar, Villadoniga, Lima e Etchevarrieta.

Coube a Cláudio Cristovam de Pinho ser autor do primeiro gol do Palmeiras, uma enorme ironia, uma vez que ele seria um dos maiores ídolos justamente do maior rival, o Corinthians.

A história do Palmeiras começou com uma convincente vitória por 3 a 1 frente ao São Paulo, cuja equipe abandonou o campo logo após marcação de penalidade.

Em poucos dias, um novo nome e o título de campeão.

Nas arquibancadas, uma faixa: "Morreu líder e nasceu campeão!"...

...e um episódio que entrou para a história como "A Arrancada Heroica".

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