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7 de jul. de 2013





Aos 16 anos.

7 de julho de 1957.

O menino Pelé estreia na seleção.

Empata o jogo aos 32' da segunda etapa.

Mas um peru do imortal Castilho.

Dá a vitória aos argentinos na Copa Roca...

3 de out. de 2012





Tinha seis anos.

Foi a primeira Copa Roca que assisti.

Eu estava na frente da televisão.

Mestre Lucídio estava in loco.

Em Buenos Aires.

Os argentinos com todo complexo de inferioridade do mundo.

Eles sem nada.

O Brasil com a Jules Rimet.

Eu nem sabia bem o que eram os argentinos.

Nem na Copa de 70 estavam.

Mestre Lucídio se borrava de medo.

Crescera levando pau do hermanos.

O Brasil com Felix no gol jogou com garra e classe.

Empatou as duas partidas.

Trouxe a taça.

Pra mim?

Indiferente.

O Brasil aos meus olhos era infinitamente superior aos argentinos.

Mestre Lucídio?

Foi como ganhar uma Copa do Mundo.

Futebol?

É assim.

Feito de bola nas redes e neuroses.

Neuroses milenares...

20 de set. de 2012



O selecionado brasileiro era fabuloso.

Semifinalista na Copa de 38.

Leônidas no centro do ataque.

Tim , meus amigos, Tim ao lado de Leônidas.

Copa Roca de 1939.

Final do Parque Antactica no dia 25 de fevereiro de 1940.

Os argentinos tinham Sastre.

Fabuloso craque do Independiente.

E os argentinos venceram por 3x0.

Finalizando 29 vezes contra a meta brasileira.

Uma vez a cada 3 minutos de peleja.

Um verdadeiro massacre da serra elétrica...

Sastre?

Seria contratado pelo São Paulo tempos depois.

Por indicação do jornalista Carlito Braga.

Para compor com Leônidas.

O maior esquadrão paulista dos anos 40.

Sastre que nos ensinou a jogar bola, bicho!




17 de jun. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

O técnico Carlos Vierri dorme tranquilo esta noite. Quando a crise está braba, nada melhor que ganhar de um velho freguês.

Freguês desde os tempos do Presidente Alejo Julio Argentino Roca Paz. Argentino até no nome.

O primeiro duelo contra los hermanos foi em homenagem ao presidente. No distante 1914.

Os argentinos nos receberam cordialmente. O primeiro duelo não existiu.

Todos usavam luva e fraque.

Os argentinos nos receberam com flores no porto de Buenos Aires. Os brasileiros se fingiram de morto e perderam o amistoso por 3x0 no dia 20 de setembro de 1914.

Ainda não valia taça.

Os argentinos nos ofereceram banquetes. Nós gentilmente fomos aos banquetes, dançamos com as belas vizinhas e cumprimentamos o Tenente-General Alejo Julio Argentino Roca Paz.

Gostava tanto de futebol que criou uma taça com seu nome. A Copa Roca. Taça que seria disputada no dia 27 de setembro.

Julio Roca foi presidente argentino por dois mandatos. O mais jovem presidente argentino. Um presidente ambíguo.

Tornou o ensino primário gratuito e obrigatório, abrindo as portas dos seus compatriotas ao século XX.

Mas aniquilou os indefesos indígenas da Patagônia. Para que a Argentina fosse européia.

Ele ficou muito contente pois o time brasileiro era europeu. Felizmente não se conhecia o DNA na época.

No jogo que valia taça, os argentinos entraram invencíveis. Os brasileiros defensivos.

O jogo era pra valer.

O elegante gentleman Rubens Salles desferiu um petardo da intermediária: 1x0!

Para o Brasil. Um Exocet ao contrário.

Os argentinos reagiram com um gol de mão. O juiz validou.

Mas o capitão Gallup Lanus da Argentina educadamente comunicou ao árbitro a irregularidade.

E o jogo terminou mesmo 1x0.

Marcos Mendonça, o nosso goleiro, titular da seleção por mais de 50 anos, foi carregado em triunfo. Pelos hermanos!

Tempos de florete.

Julio Roca faleceu um mês depois. Inconformado com a derrota.

Rubens Salles sentiu remorso. Mas nada que lhe tirasse o sono.