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13 de nov. de 2013




O texto a seguir foi publicado em 2009 neste Blog... e permanece sempre atual, ainda mais nos tempos de hoje...





Por DURVAL VALENÇA FILHO 






Ano: 1999. Iniciava-se o campeonato. O Náutico estava esfacelado. Humilhado.

Tinha sido rebaixado à Série C no segundo semestre de 1998.

Não tinhamos time.

Manchetes dos jornais eram "Marcelinho fura poço" e daí por diante.

Ao longo do campeonato é que contratamos e chegaram Adriano, Luciano, Marco Aurélio, Carlinhos, todos ainda jovens oriundos do São Paulo, Millar, etc.

Mas no início, perspectiva zero!

Iniciou o campeonato e perdemos logo pros pequenos.

É só perquisar com Celso Cordeiro.

Baixo astral geral.

Vamos virar o América!

Mas o alvirrubro não desiste nunca.

Parece que quando estamos arruinados é que a vontade de ajudar aumenta.

Mais ainda.

Lembro bem.

Apartamento de Romeu Krause na Jaqueira (apartamento da antiga coca-cola).

Presentes: Romeu Krause, Gustavo Krause, Salomão Couto, Durval Pai, Durval Filho (eu), Edgar Mattos, Fred Vanderlei, Laxixa.

Não sei se esqueci alguém.

"Temos que fazer alguma coisa!"

"O futuro do Náutico está no CT" diziam Salomão e Gustavo.

O CT estava abandonado.

"Vamos formar um grupo de colaboradores e começar pedindo doações e vamos tocar o barco adiante..."

Elaboramos uma carta (Durval Filho, Edgar Mattos e Gustavo Krause).

Listamos um monte de colaboradores e enviamos pelo correio.

Dentro do envelope, as duas cartas assinadas por Salomão e Ivan e o projeto do CT.

Contratamos uma secretária (Natália) e um motoqueiro (Roque) para recolher as contribuições.

A sala de apoio?

No estacionamento do IOR tinha uma casa e antes de demolir pegamos emprestado uma sala, instalamos um telefone e de lá a secretária ia contactando todos os possiveis colaboradores.

Foi daí que tudo começou, lembra Edgar?

Não caminhamos tanto assim desde então.

Passaram-se 10 anos.

Poderíamos estar bem mais adiante.

Mas, alvirrubro não desiste nunca!

O futuro ainda está lá.


8 de jul. de 2013





Entre direitos e deveres.

Um milhão e meio de reais no bolso.

Dava pra manter as categorias de Base numa boa.

Por bastante tempo.

Mas os destinos do dinheiros são muitos.

Dívidas.

Empréstimos.

Salários.

Encargos.

Mas pra quem duvida que Base dá dinheiro.

Douglas Santos no Granada é a resposta...

16 de fev. de 2013





16 de jul. de 2012






O tiqui-taca fazendo história.

A Espanha ganha o sexto título europeu sub-19.

Sexto em onze disputados.

La Rojita promete que o domínio no futebol mundial.

Ainda Tem fôlego de gato.

E a gente se pergunta:

quem segura a Fúria?????

11 de jul. de 2012






O Palmeiras ganha seu décimo título nacional.

Façanha inédita.

Digna de uma Academia.

Palmeiras campeão com um gol de... Betinho.

Gol que me deixou feliz da vida.

Feliz por vários motivos.

Primeiro pelo jogador.

Rapaz simples. Contrato de risco.

Segundo pela Base do Náutico.

Base que revelou Carlos Alberto Santos da Silva em 2006.

Base que é cantada em verso e prosa como incompetente.

Terceiro por Betinho que foi vaiado e escrachado pela torcida da nossa terra.

Mandado embora para o Gil Vicente como perna de pau.

Destino de dez entre dez garotos alvirrubros.

Betinho, Jorge Henrique, Airton, Paulinho, Diego, Thiago, Rodolphos, Eres, Joãos e Bispos.

Ninguém presta para nossos dirigentes e torcida.

Pernambuco?

Segue comprando bondes e apostando na mão de obra importada.

Negando as pratas da casa.

Porque prata da casa não é digna de nota.

Coisa de gente rica...

12 de jan. de 2009



[imagem]

Categoria de Base é isso aí.

Três craques.

Dignos do Wunderteam de Hugo Meisl.

Dignos do Carrossel Holandês.

Dignos dos Mágicos Magiares.

Na ponta direita, Sir Lucídio Matthews.

No centro do ataque, Celso Sindelar.

E na ponta esquerda, Lucilo Krol.

Toques de primeira.

Triangulações.

Gols de letra e de placa.

Um ataque dos sonhos.



6 de jan. de 2009






O relato abaixo é do Milton Neto.

Apaixonado pelo Náutico.


E antigo colega de peladas e natação.

Como vocês poderão ler...

Ele também sofreu na base.








Quando chega o final de ano, há uma tendência natural, de se olhar para trás. Ver o que foi feito. O que não foi. O que pode ser feito no futuro. Etc, etc.

Pois fui mais além. Lembrei-me de coisas feitas no passado bem mais distante.

Lembrei que tentei ser jogador do timbu. Final dos anos 70. A base alvirrubra era garimpada nos Aflitos. Sob um sol escaldante (perto das 13h), o técnico Jonas reunia garotos no gramado e distribuía em 2 times. Primeiro separava por posição (escolhida pelo próprio infante). E, aos poucos, ia colocando para jogar, com a orientação de jogar com descontração. Sem qualquer obrigação.

Eu morava perto do Eládio de Barros Carvalho. Na rua do Futuro. Peguei minhas chuteiras pretas (só existiam nesta cor antigamente). Coloquei debaixo do braço e me encaminhei, esperançoso, para os Aflitos. Lá chegando, vesti uma camisa cinza, com as iniciais CNC em vermelho e um número que não me recordo. Era pequeno e ficava ao lado da sigla citada.

Vi os garotos jogarem. O placar ser desenhado. Até que, finalmente, o professor me chamou. "Ponta esquerda", disse, levantando o dedo. Entrei no lugar de um deles. Corri. Corri. Mas a bola só chegou duas vezes na minha direção. E não consegui tocar nela.

Fim de treino. Meninos reunidos. E o "vestibular da bola" começava. "Você". "Você" "Você" ia apontando o treinador para uns 6 a 7 guris. "O resto pode ir embora". Eu estava no "resto". E me senti muito mal. Nem toquei na bola. E não pude continuar o sonho de ser jogador do Náutico.

Tirei as chuteiras. Peguei minha sandália e devolvi a camisa cinza. Nem fui tomar banho no chuveiro dos vestiários (que ficava no lado oposto dos vestiários profissionais). Voltei para casa desolado. Sabia que não era nenhum Kaká ou Cristiano Ronaldo, mas tinha futebol para, pelo menos, ser parte do elenco de base timbu. Tinha velocidade, na época e colocava a bola onde queria. Só não tinha habilidade. Domínio de bola. Nunca tive, devo confessar.

Esqueci a frustração e fui para meu primeiro ano no Colégio Salesiano. Como era uma escola que privilegia muito os esportes, me inscrevi no futebol de campo e fui convencido pelo Diretor, a me inscrever, também, no Handebol. E, para minha surpresa, num teste de velocidade, na primeira aula de educação física, meu professor (Marcelo) me "convocou" para treinar atletismo.

Nada demais, para quem já tinha feito basquete (com Brasilino), futebol de salão (com Torres Galindo), remo (apenas 2 dias) e natação (com Barradas), no Náutico. E isto sem falar nas inúmeras peladas com a turma da natação, na quadra ao lado do complexo aquático. Na época, era uma quadra no mesmo nível da grade da piscina e a quadra tinha barras de ferro ao seu redor, que eram utilizadas como apoio na disputa de bola (pois não existiam laterais). A pelada contava com os "nadadores" Kleber, Sebastião, Rodolfo, Gil Vicente, Eduardo, Roberto "cunhado" e Roberto "Gordo". Este último deixou de ser gordo há muito tempo e hoje atende pelo seu nome: Dr. Roberto Vieira. E os jogos adentravam o horário do treino, para desespero do professor Barradas que sempre aparecia na grade da piscina convocando os "atletas".

Pois bem. Voltando ao Salesiano. O Handebol não teve andamento. O atletismo foi abandonado na primeira disputa na pista do Derby (quando nos 100 m, larguei na frente, mas escorreguei e todos me passaram). E o futebol de campo tem uma estória à parte. Para minha surpresa, o treinador era o Jonas. O mesmo do Náutico. O mesmo que havia me cortado.

Mas, neste time do colégio, ele me aproveitou. Comecei jogando de meia esquerda. O titular era fantástico. Jogava muito. Não me recordo no momento. Mas acho que era Robson. Aos poucos, Jonas foi me mudando de posição. E acabei como lateral esquerdo.

No ano seguinte, voltei para o peneirão no Náutico. O treinador não era mais o Jonas. Era outro (salvo engano, com o mesmo nome). "Lateral esquerdo" levantei o dedo. E fui para o jogo. Fui de frente. Num dos dois times que o professor colocou em campo.

Logo no primeiro lance, fui até a linha de fundo e cruzei na medida para um grandalhão meter a cabeça e abrir o placar. No decorrer do jogo, ainda arrisquei um chute ao gol. Mas não marquei. Fui substituído, depois de 15 ou 20 minutos em campo.

O treino continuava. Os jogadores profissionais iam chegando. Carlos Alberto Rocha, Toninho Vanusa, Mário. Fedato. Iam chegando e sentando, a beira do gramado. Eu ainda estava em campo, quando alguns deles apareceram. Foi um incentivo a mais, sem dúvida.

Contudo, mais uma vez, estava, ao final do treino, no temível "vestibular". "Você". "Você". E no terceiro "você" fui surpreendido com o dedo do treinador em minha direção. Quase não acreditei. Eu seria aproveitado. Poderia ser jogador da base do timbu! Que felicidade!

E eu ia para os treinos feliz da vida. Dava o sangue em campo. Esforçava-me ao máximo. Vestia com orgulho aquela camisa desbotada cinza, com as siglas CNC. Mal podia esperar para fazer um jogo de verdade. Vestir o MANTO. Um sonho...

Entretanto, esta frustração carrego até hoje. Quando meu pai descobriu que eu estava treinando no Náutico, em pleno ano de vestibular (para direito), fez valer sua autoridade de pai e mandou abandonar o futebol antes mesmo de ter iniciado. "Se quiser jogar bola, faça depois do vestibular".

E foi o que fiz (embora já soubesse que nunca mais iria voltar a base timbu). Pendurei as chuteiras, sem nunca te-las calçado de verdade. Mas ficou a satisfação de jogar no mesmo gramado onde meu ídolos haviam jogado (Bita, Nado, Lala, Jorge Mendonça), e iriam jogar (Mirandinha, Baiano, Robgol, Adriano, Kuki).

Fico imaginando a vontade de jogar com esta camisa, dos jogadores de base, como Helton, Anderson Lessa. Eu acho que é a mesma que eu tinha. E por isto, sou favorável que seja dada uma chance para eles. Como, de certa forma, eu tive a minha....

4 de jan. de 2009



[imagem]

Sabe quem são eles?

Os meninos da base do Náutico em 2000.

Comandados pelo técnico Alexandre Julião.

Na retaguarda, o preparador físico Guilherme Ferreira.

Na foto, aparece o goleiro Rodolpho.

Herói durante algum tempo.

Hoje, esquecido pela maioria.

Alguém lembra do time?

Não se preocupem.

Eu também não lembro.

Mas eu lembro de uma coisa:

Somália é bom.

Mas Pernambuco é melhor!

Todos de olho.

Na nota?

Não.

Na base de 2009!



23 de dez. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA


Olhem bem o time dessa foto.

O que existe de especial nesse time?

Talvez você saiba.

Parabéns.

Para os que não sabem, uma dica:

Eles acabaram de realizar um sonho impossível.

São campeões italianos da temporada 69/70.

Campeões e filhos da Sardenha.

Filhos de Cagliari.

Uma região pobre.

Longe das vias atapetadas de Milão e Turim.

Longe do norte industrial e separatista.

A Sardenha foi a terra de fenícios, árabes, gregos, cartagineses, romanos...

do diabo a quatro.

Sempre falando sardo.

Sardenha que é a terra de um gênio do futebol:

Luigi Riva.

O maior goleador na história da seleção italiana.

Por 3 vezes artilheiro do campeonato italiano.

E tudo isso, com um detalhe.

Sem sair do Cagliari.

Mesmo depois de encerrada a sua carreira.

Na foto acima, 4 jogadores estavam na final da Copa de 70:

O goleiro Albertosi.

Cera, Bonisegna e Riva.

Por isso.

Quando alguém me pergunta:

É possível um clube pernambucano ser campeão brasileiro?

De um brasileiro de pontos corridos.

Não de uma copa onde impera o mata-mata.

A resposta é uma só.

Pode.

Mas o tal sonho impossível exige duas coisas.

Um time que ame a sua camisa.

(Time formado em casa, com alguns reforços, sem inquisição da torcida e dos dirigentes)

E um Luigi Riva.

Como inspiração.


22 de dez. de 2008




Muito se conversou no Blog sobre as derrotas do Náutico.

40 anos de derrotas para o Sport.

Pois é.

O Sport que sofreu uma virada heróica do Grêmio na final do Sub-20.

Nos últimos oito, dez minutos da batalha do Passo D'Areia.

Grêmio 2 x 1.

Grêmio que havia perdido do Náutico na primeira fase: 1 x 0.

Grêmio que manteve a cabeça no lugar, e deu a volta por cima.

Apenas um dado para conversa:

O Sport nunca venceu o Grêmio nos Pampas.

Nunca.

Grêmio que é o espantalho do Sport.

(Grêmio, artífice da Batalha dos Aflitos)

Os meninos do Náutico provaram que jogando bola se vence o Grêmio.

Bola que faltou aos meninos do Sport.

Nem por isso os guris da Ilha serão sacrificados em praça pública.

Nem deveriam.

Meus amigos, paciência.

Não separem o joio do trigo e fiquem com o joio.

Os meninos provaram que têm talento.

Os meninos precisam de apoio.

Os meninos, meus amigos, são o trigo.

Os meninos não são o joio!



2 de dez. de 2008







Clássico dos Clássicos nos Aflitos.

Quarenta anos depois do Hexa.

Decisão do estadual aberto de juvenis. Ontem.

De um lado, o Náutico.

Náutico que venceu todas as 14 partidas disputadas no torneio.

Náutico que venceu a primeira partida na Ilha: 3 x 1.

Do outro, o Sport. Franco atirador.

Aos 31' do primeiro tempo, um susto.

Um chute de Silas pega o arqueiro Enrique de surpresa: Náutico 0 x 1 Sport.

O Náutico vai pra cima.

Sufoca o Leão.

O lateral-esquerdo Fernando entra na área. É derrubado.

Pênalti.

O mesmo Fernando corre e desloca o goleiro Caio do Sport.

Náutico 1 x 1 Sport.

Estava de bom tamanho.

O Timbu toca a bola de pé em pé.

Olé.

E levanta o caneco.

Náutico, campeão pernambucano aberto juvenil 2008.

Vamos agora ficar de olho nos meninos.

Quer o time?

O Náutico alinhou Enrique, João (Paraíba), Jamerson, André Felipe e Fernando, Ricardo, Diego (Saulo), Douglinhas (Felipe) e Victor Hugo (Helder), Emanuel e Erick.

O técnico é o popular Cleibson Ferreira.


Mesmo sobrenome de outro Ferreira famoso.

O velho Duque de 1968!


8 de ago. de 2008




O auxiliar técnico de Roberto Fernandes não é mais Luís Müller.

Em seu lugar devemos ter Alexandre Julião.

Julião que fez parte da reestruturação dos juniores em 2000.

Reestruturação difícil, a equipe ficou em sétimo lugar no estadual.

Mas juniores não serve só pra ganhar títulos. Serve para formar novos valores.

Para equilibrar receitas.

Para vender um Aílton de vez em quando.

O trabalho iniciado por Julião rendeu frutos nos anos que se seguiram.

Frutos desperdiçados pela máquina de triturar jovens valores dos Aflitos.

(Por mim treinador de juniores ganhava seu peso em ouro)

Mas não deixa de ser uma boa notícia saber que ele era auxiliar de Roberto no Atlético-PR.

Turma!

Atenção nas divisões de base.

O futuro do Timba está ali!