1978.
Falcão era o maior craque do futebol brasileiro.
Mas... Coutinho brinca de botar Falcão na reserva.
Falcão reage.
Coutinho deixa Falcão em casa.
Falcão, Júnior, Marinho Chagas...
Por ROBERTO VIEIRA
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Seu José Mario é um grande amigo.
Um amigo da saudosa Limoeiro.
Onde eu passava as férias de infância.
Limoeiro do seu Zé de Ponte e de seu Otaviano.
Chico Heráclito já era história.
Limoeiro do Centro Limoeirense e do Colombo.
Seu José Mario enviou um comentário falando da falta de prata-da-casa no Náutico.
Dos 18 títulos que presenciou do Sport sobre o Timbu.
Seu José Mario que é rubro negro dos quatro costados.
Caro amigo, vamos tentar responder.
O senhor lembra da Ilha de Odilon?
Não?
Eu lembro.
Fui até pegar uma foto do velho garoto nos arquivos.
Odilon foi um dos rebentos do Sport em 1973.
O Sport completava 10 anos sem título e apelou.
Sem dinheiro e, abandonado pelos sócios e torcida, apostou nos garotos.
(É o Sport já foi um maior abandonado)
Apostou não. Jogou os meninos às feras.
Odilon entre eles.
E o Sport saiu perdendo a torto e a direito.
Sem perdão.
Cometeu até o sacrilégio de colocar Adeildo pra jogar.
Adeildo era um goleiro dos juvenis.
Tinha 15, 16 anos de idade.
Nessa fase negra, sem rubro, o Sport levou uma sapecada do Náutico:
5 x 0 nos Aflitos.
O Sport perdia dia sim e no outro também.
Mas como o Sport saiu do buraco?
Bem, um dia Jarbas Guimarães assumiu a proa da Ilha.
Gastou mundos e fundos pra montar a Seleção do Nordeste com Dario, Tobias e Luciano.
O Sport quebrou um jejum de 12 anos sem título.
Palmas pra Jarbas?
Você que sabe.
Três anos depois, afogado em dívidas, solitário, a humilhação.
O Sport não participou do campeonato pernambucano de 1978.
Não tinha dinheiro nem pro cafezinho.
Quase fechou as portas.
Sobreviveu de migalhas.
Até um jogo com o Vasco da Gama foi realizado.
(Vasco que jogou de favor em Recife)
Durante o espetáculo, circulou uma vasilha pedindo donativos ao clube.
Como eu sei?
Nos meus 13 anos, eu estava lá.
Pra ajudar, na minha infantil pernambucanidade.
Coloquei algumas moedas na vasilha. Penalizado.
Eu e meu amigo, Wilton Carvalho.
Wilton que é um alvirrubro e vascaíno empedernido.
O Sport reviveu das cinzas.
Com a ajuda da Federação, dos outros clubes e, é claro, dos rubro negros.
Reviveu porque, o futebol do estado, iria pras cucuias com apenas dois times.
Máxima que muita gente insiste em esquecer.
O Triunvirato é tudo.
Sem ele, Roma arde em chamas.
Voltando ao assunto, meu caro José Mario.
Naqueles anos, o Sport não revelou ninguém.
Porque time que perde sempre não revela ninguém.
Craque surge na boa.
No Santos de Vasconcelos e Jair.
O Sport ganhou 18 decisões do Náutico?
Isso não me faz menos alvirrubro.
Nem um centímetro.
Esse ano de 2009, vai ter festa na Ilha de Odilon, digo, Ilha do Retiro.
Festa Timbu com direito a pagar promessa na igreja da rua da matriz em Limoeiro.
Porque nenhum deserto é tão imenso que não contemple o horizonte, seu José Mario.
E o Timbu, é primo-irmão dos beduínos!

Os anos 70 foram difíceis para o grande Santos.
O maior time de nossa história sofre.
Ainda tem Pelé.
Carlos Alberto, Cejas, Clodoaldo e Edu.
Mas a mágica desapareceu.
E quando reaparece, Armandinho surge pra estragar a festa.
Uma reportagem de Placar em 1978 mostra o drama.
A fila.
A equipe supercampeã dos anos 50 e 60 se foi.
Mesmo assim, nos estádios, resta a reverência.
O branco imortal da Vila impõe respeito.
Se não pelo presente.
Mas pelo passado.
Sonho de muito menino doido por futebol.

Por ROBERTO VIEIRA
Cerca de 200 milhões de pessoas no mundo são afetadas pela esquistossomose.
Dentre as cinco espécies conhecidas, apenas o Schistosoma mansoni se desenvolve no Brasil.
Brasil que é o maior reservatório do mansoni na América do Sul.
A doença é encontrada em 19 estados brasileiros, entre eles, Minas Gerais.
Na Copa do Mundo de 1978, dois jogadores do Atlético-MG pintavam como titulares absolutos.
Pintavam.
Reinaldo foi traído pelos meniscos.
Toninho Cerezzo quase foi cortado.
Pela esquistossomose.
Cerezzo que estava em tratamento durante a final do Brasileirão contra o São Paulo.
Cerezzo que bateu sua penalidade máxima por sobre a trave de Valdir Peres.
Depois da partida, o médico Neilor Lasmar procurou a CBD, preocupado com os boatos da dispensa de Cerezzo.
Toninho Cerezzo não conseguia render seu futebol de craque.
Precisava de repouso para se curar.
Conversa daqui, conversa dali.
Cerezzo foi mantido.
Terminou o tratamento.
E jogou seis das sete partidas do Brasil na Copa de 1978.
Primeiro mundo no futebol.
O Brasil permanecia terceiro mundo fora das quatro linhas...
O narrador fiel faz sua estréia na Rádio Clube.
Na foto, recepcionado pelo mítico Adonias de Moura.
E faz sua pré-estréia em um jogo histórico:
França x Brasil em 1978.
O dia em qua França de Platini venceu pela primeira vez o Brasil de Reinaldo.
O sempre lúcido Ralph de Carvalho se integrava aos Campeões da Bola.
Equipe comandada por Barbosa Filho.
Dois dias depois era apresentado ao público mineiro transmitindo Santa Cruz e Atlético-MG pela Rádio Guarany.
Jogo que marcou a primeira derrota profissional do arqueiro João Leite.
João Leite que hoje é político nas Minas Gerais.
Há 30 anos...
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Entre as muitas manchetes apelativas, uma é hors concours.
Faz parte da história da imprensa esportiva do nosso estado.
O Náutico beija a lona em 1978.
Repescagem no Brasileiro e desclassificação.
A torcida quer o escalpo de Duque.
E João de Deus aparece como tábua de salvação.
A turma do Diário da Noite não perdeu a deixa e...
Saiu esta preciosidade.
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