28 de nov. de 2025




Érico Veríssimo, 50 anos

Roberto Vieira 

​"Tinha 11 anos e estava lendo Tibicuera. Abri o jornal em casa e ele estava lá. Infarto. Passei a manhã pensativo e dias depois fui olhar os lírios no campo. O tempo e o vento me trouxeram Luís Fernando Veríssimo: o Tibicuera. Mas nunca esqueci do pai."

​Hoje, 28 de novembro de 2025, o Brasil se curva diante da memória de um de seus maiores contadores de histórias. Há exatos 50 anos, perdíamos Érico Veríssimo (1905–1975), o gigante da literatura gaúcha e brasileira, cujo coração silenciou em Porto Alegre, vítima de um infarto, como noticiaram os jornais da época.

​Seu legado, contudo, pulsa com a força do vento e a profundidade do tempo em cada página de sua vasta obra.

​Universo Literário
​Érico Veríssimo nos legou um universo de romances, crônicas e livros infantojuvenis. Ele tinha o dom de tratar temas complexos da alma humana com uma prosa simples, acessível e profundamente catapultadora de reflexões.

​A Trilogia Imortal
Sua obra-prima, "O Tempo e o Vento" (completa em 1962), é um painel épico que narra a formação da sociedade sul-rio-grandense e, por extensão, a própria história do Brasil, através das sagas das famílias Terra e Cambará.

​Olhos no Campo e na Cidade
O sucesso de "Olhai os Lírios do Campo" o estabeleceu definitivamente, enquanto "Incidente em Antares" (de 1971, seu penúltimo romance) chocou o país com uma sátira política e social inesquecível.

​Para a Juventude
Suas aventuras para o público jovem, como "A Vida do Elefante Basílio" e "Gente e Bichos", moldaram gerações de leitores.

​"O verdadeiro analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê."

​— Érico Veríssimo

Sua obra é um convite eterno à reflexão. 

​Qual é o seu livro favorito de Érico Veríssimo?


 



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