O Sport era uma máquina de jogar bola em 1924/25.
Digno substituto do imbatível América de José Tasso.
Curioso, entretanto, é observar o dia a dia dos craques leoninos na época.
A começar pelo goleiro.
Fritz Dieffenbacker era... suíço.
Começou atuando no Glarus F.C em seu cantão natal.
Chegou aos 21 anos na Paraíba.
Foi campeão pelo Cabo Branco.
E depois se transferiu para nosso estado trabalhando como auxiliar do comércio.
O capitão Afonso Alarcon era paulista.
Começou no Colégio Salesiano na capital bandeirante.
Aprendeu as manhas no América-RJ de Belfort Duarte entre 1914/1919.
E foi dos primeiros profissionais em nosso futebol.
Adquirido por debaixo dos panos pelo Sport.
Onde trabalhava Alarcon?
No consulado da Bélgica, em Recife.
Alarcon que se apaixonou e criou raízes em Pernambuco.
Adhemar Pereira é o mais jovem.
Ajudante de despachante federal.
Aluno do Salesiano recifense.
Calmo e bom de bola.
Titular indiscutível.
Apesar da falta de barba.
Pedro Sá veio do Colégio Diocesano de Olinda.
Meia que acabou recuado pra zaga.
Auxiliar nas Casas Andrade Lopes e cia.
Centro-médio clássico e bom de dividida.
Mathias Adour é o médio esquerdo - na nomeclatura da época.
Outro antigo aluno salesiano.
Adour atuou no Santa Cruz e América-PE antes de chegar ao Sport.
Mais um auxiliar do comércio - provavelmente com patrão rubro negro.
Típico daqueles tempos.
Na extrema direita, um legítimo inglês.
William Whittman.
Também funcionário do comércio.
Herdeiro do Bury Gram Mar School.
Jogando bem aberto como curtia Jô Soares.
Na meia direita tem o José Miranda.
Banqueiro.
Iniciou no Flamengo do Recife e passou ao Sport como remador.
Como remador descobriram que era craque de bola.
Dinheiro pra Miranda não era problema.
O centroavante era o famoso Péricles Caldas.
Auxiliar no British Bank.
Uma bomba formidável nos pés.
Figura de proa do futebol pernambucano em todos os tempos.
Mais uma cria do Colégio Salesiano - um celeiro de craques em nosso futebol.
Péricles tina na extrema esquerda a ajuda de um irmão: Aluysio Caldas.
Aluysio que começou no Colégio Diocesano.
Depois atuou pelo Varzeano nos certames suburbanos.
Até chegar ao rubro negro.
Por último?
Ary Pires Ferreira.
Meia esquerda.
Auxiliar na Casa Herm, Stolz e cia.
Recém promovido ao primeiro quadro do Sport.


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