Por ROBERTO VIEIRA
Velhos monges irlandeses já sabiam.
Governos passam. Pessoas passam. Livros ficam.
Não adianta censura, negação, fingir que eles não existem.
Não adianta fechar olhos, ouvidos e mentes.
Não adianta proibir divulgação.
Inventar uma nova realidade.
Governos passam. Pessoas passam. Livros ficam.
E sempre que alguém fica contrariado com as palavras, quedo pensativo.
Qual o estranho poder dos pergaminhos?
Qual o enigma das sílabas - cabala?
Qual o megaton da memória?
Por que vinte e poucas letras e uns tantos sinais fazem adoecer um cidadão?
Por que monitorizar gráficas, blogs, sites, facebooks, panfletos e livros?
Por que fogueiras?
Talvez porque as palavras são maiúsculas e os homens minúsculos.
Cai o Rei de Ouros.
Cai o Rei de Espadas.
Cai o Rei de Paus.
Cai e não fica nada.
Ficam apenas os livros.
Rebeldes de uma causa chamada liberdade...

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