7 de abr. de 2015




Por ROBERTO VIEIRA


Velhos monges irlandeses já sabiam.

Governos passam. Pessoas passam. Livros ficam.

Não adianta censura, negação, fingir que eles não existem.

Não adianta fechar olhos, ouvidos e mentes.

Não adianta proibir divulgação.

Inventar uma nova realidade.

Governos passam. Pessoas passam. Livros ficam.

E sempre que alguém fica contrariado com as palavras, quedo pensativo.

Qual o estranho poder dos pergaminhos?

Qual o enigma das sílabas - cabala?

Qual o megaton da memória?

Por que vinte e poucas letras e uns tantos sinais fazem adoecer um cidadão?

Por que monitorizar gráficas, blogs, sites, facebooks, panfletos e livros?

Por que fogueiras?

Talvez porque as palavras são maiúsculas e os homens minúsculos.

Cai o Rei de Ouros.

Cai o Rei de Espadas.

Cai o Rei de Paus.

Cai e não fica nada.

Ficam apenas os livros.

Rebeldes de uma causa chamada liberdade...










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