10 de dez. de 2014




Ah, vamos lá meu coração!

Deixa a razão de lado.

Não existe mais o Moreno.

Mas existe a persistência canina do Mora.

Não vemos mais o Rossi, soberbo.

Mas Sanchez e Ponzio carregam o piano.

Labruna, Peucelle, Di Stefano?

Nenhum deles e nem sombra deles.

Todos seriam esperar demais do futebol argentino atual.

Devastado por seis décadas de Peronismo underground.

A Argentina hoje é um simulacro de país.

Um mendigo se comparado aos anos 20, 30, 40.

Um país de descamisados que revivem suas glórias nos campos de futebol.

Campos sem craques, diga-se de passagem.

Porém.

Os desuses do futebol permitem alguns lampejos ao Pisculichi.

Discretos.

La Maquina morreu e está bem enterrada.

O River Plate?

Ressuscitou.

Diagonal vermelha.

Marcelo Gallardo no banco.

Um caneco nas mãos após dezessete anos de penúria.

E um velhinho que saiu cantando do Monumental pela noite portenha...

El más grande sigue siendo River Plate,
el campeón más poderoso de la historia,
el más grande por las glorias
que alumbraron el ayer
y que brillan todavía en mi memoria...





Um comentário:

  1. Eu vi jogar Amadeo Carizzo, Nestor Rossi, Angel Labruna, Omar Sívore. Todos juntos uma mesma tarde no Monumenal de Nuñez. Com a camisa branca com a diagonl vermelha. Era a primavera de 1956. Comemorava-se na ocasião um ano da queda de Perón. Depois ele voltaria. Com Eva, depois com Isabela. Mas isso é outra história.

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