Luciano Marinho foi meu professor.
Escritor e psicólogo.
Óculos suspensos sobre a fronte.
Luciano transformava as aulas de português em momentos antológicos.
Em suas aulas, respondi certa vez sobre Monteiro Lobato.
Uma série na qual eram formuladas perguntas sobre um escritor.
Nos moldes do programa OITO OU OITOCENTOS.
Luciano me fez colocar terno e gravata também pela primeira vez.
Convidando-me aos 14 anos para uma cerimônia na Assembléia Legislativa.
E lá fui eu engravatado e sem jeito.
Fato curioso e marcante.
Luciano Marinho me deu a nota mais baixa da turma em redação.
Era o ano do vestibular - 1981.
E a primeira redação do ano eu escrevi em prosa e verso.
Ironizando o presidente Figueiredo.
Levei uma nota 4,0 - a menor que ele dava.
Ao lado da redação que me foi devolvida, a frase:
'Você é um cronista nato. Mas se fizer isso no Vestibular leva ZERO!'
Nunca tirei nota 10,0 com Luciano Marinho.
Mas aprendi naquele ano a escrever de forma simples e objetiva.
Guardei meus sonhos para os cadernos.
Sabendo que o professor compreendia a angústia com que eu escrevia.
Hoje, dia do professor.
Lembro com saudade do professor Luciano Marinho.
Ele que simboliza em minha vida antigos professores.
Edilene, Tânia, Gilma, Luís Antonio, Demóstenes, Giovanni, Kramer, Tácio Maciel, Elias...
Professores que ajudaram a fazer quem eu sou.
Professor que é a mais bela e mais necessária profissão desse mundo...

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