Por ROBERTO VIEIRA
Mandela era um jovem advogado.
Lutando contra o Apartheid foi condenado a 27 anos de
prisão.
Lula era líder metalúrgico.
Lutando contra a Ditadura ficou 30 dias na prisão.
Quando saiu da prisão, Mandela encontrou um país dividido.
Negros e brancos.
Pobres e ricos.
Quando saiu da prisão, Lula encontrou um país que sonhava
ser livre.
Todos unidos pelo fim da repressão.
Nelson Mandela teve a grandeza de estender a mão aos
adversários.
Trabalhou incansavelmente pela fraternidade entre os sul-africanos.
Nunca aceitou um país dividido.
Negros e brancos.
Pobres e ricos.
Todos eram irmãos na busca de um futuro melhor.
Luís Inácio da Silva chegou ao Poder em 2003.
Solenemente ignorou que os brasileiros eram todos irmãos.
Bradou aos ventos que os brasileiros eram inimigos.
Pobres e ricos.
Negros e brancos.
Direita e esquerda.
Lula decidiu dividir para governar.
Recriar muros onde era possível construir um aperto de mão.
A África do Sul não se tornou um paraíso depois de Mandela.
Mas seu exemplo e grandeza simbolizaram uma lição para cada
cidadão.
Uma nação é feita por cada um dos seus filhos.
Negros e brancos.
Ricos e pobres.
Esquerda e direita.
Lula deixa como legado uma nação em pé de guerra.
Um país onde irmãos desconhecem irmãos.
Um país onde o ódio alimenta o ódio e os ressentimentos.
Um país dividido ao meio.
Mandela compreendeu que a humanidade de mãos dadas pode
conquistar o mundo.
Lula prefere ensinar que metade da humanidade é o mundo.
Perfeito,Roberto.
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