20 de out. de 2014




Durante quase meia hora ele foi o cara.

Friaça.

O homem que daria o primeiro título mundial ao Brasil.

Claro.

O empate bastava.

Mas o Brasil queria a vitória.

E o chute de Friaça saiu cruzado, milimetricamente calculado.

Máspoli ficou olhando.

Mas aquele dia 16 de julho estava sendo mesmo esquisito.

Alberto Friaça nunca marcara um gol pela seleção.

Nas esquinas do Brasil, ninguém apostava nele pra fazer o gol da vitória.

Nem mesmo Friaça apostava nele.

Embora fosse um sujeito de sorte até aquele instante.

Com Tesourinha na seleção.... Friaça ficaria quieto na reserva.

Quis o destino que o jogo tivesse gols dos dois extremas direitos.

Friaça, pelo Brasil.

E um tal de Alcides pelo Uruguai.

Parecia que aquela tristeza seria a maior da vida de Friaça.

Mas nada se comparou a morte de seu filho quarenta anos depois.

Uma dor tão grande e tão imensa.

Que o Maracanazzo virou um nada absoluto...



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