Sevilha era festa.
O Brasil era passado.
A Alemanha se arrastava pela Copa sem Rummenigge.
A França era a última esperança do futebol-arte.
O mundo do Muro se perguntava:
até quando?
Littbarski abriu o marcador.
Littbarski que não tinha vaga no time dois anos antes.
Platini empatou de pênalti.
Battiston entrou cara a cara como arqueiro Schumacher.
Schumacher tentou assassinar o francês.
O juiz nem falta deu
Sevilha foi para a prorrogação.
O futebol-arte parecia com medo do Panzer.
Mas Trésor e Giresse botaram a França em vantagem: 3x1.
Aos 10 minutos da prorrogação.
O técnico Jupp Derwall já havia colocado Rummenigge quando estava 2x1.
Rummenigge assistindo impotente o terceiro gol francês.
Rummenigge que diminuiu aos 13 minutos.
Levando a incrível Alemanha a empatar com golaço de Fischer.
Outro sobrevivente dos anos 70 da Alemanha.
Todo mundo já sabe.
A Alemanha venceu nos pênaltis.
A França lambeu suas feridas e foi campeã européia em 1984.
E o futebol-arte foi pro beleléu na cabeça das pessoas...

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