4 de jul. de 2014






4 de julho de 1954.

A nação mais pobre a vencer a Copa do Mundo está em festa após nove anos de inferno.

Milhões de mulheres estupradas.

Milhões de prisioneiros retornando dos gulaks soviéticos.

Milhões com fome.

Cidades destruídas.

A capital divida.

O país dividido.

Porém, existem sinais de fumaça no ar.

O marco alemão começa a se fortalecer.

A economia dá sinais de vida.

A Alemanha começa a se aproximar dos níveis de vida da... Inglaterra.

Berna.

A Alemanha chega à final da Copa do Mundo contra a poderosa Hungria.

Aliada na II Guerra Mundial.

Hungria que escapou quase incólume do conflito.

Pois a Hungria abre 2x0.

E os atletas alemães - anfetaminados ou não - não choram.

Não descem o sarrafo.

Continuam correndo e tocando a bola.

E no gramado molhado e enlameado de Berna.

A Alemanha vence a guerra.

Para evidente alegria dos ocidentais.

Em um tempo no qual as vitórias eram todas da Cortina de Ferro.

O mapa do mundo treme.

A Alemanha vive.

Konrad Adenauer vibra.

Fritz Walter recebe a Jules Rimet do próprio Jules Rimet.

Rimet que morreria pouco depois.

Fritz Walter que combatera como para-quedista na Luftwaffe...







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