4 de julho de 1954.
A nação mais pobre a vencer a Copa do Mundo está em festa após nove anos de inferno.
Milhões de mulheres estupradas.
Milhões de prisioneiros retornando dos gulaks soviéticos.
Milhões com fome.
Cidades destruídas.
A capital divida.
O país dividido.
Porém, existem sinais de fumaça no ar.
O marco alemão começa a se fortalecer.
A economia dá sinais de vida.
A Alemanha começa a se aproximar dos níveis de vida da... Inglaterra.
Berna.
A Alemanha chega à final da Copa do Mundo contra a poderosa Hungria.
Aliada na II Guerra Mundial.
Hungria que escapou quase incólume do conflito.
Pois a Hungria abre 2x0.
E os atletas alemães - anfetaminados ou não - não choram.
Não descem o sarrafo.
Continuam correndo e tocando a bola.
E no gramado molhado e enlameado de Berna.
A Alemanha vence a guerra.
Para evidente alegria dos ocidentais.
Em um tempo no qual as vitórias eram todas da Cortina de Ferro.
O mapa do mundo treme.
A Alemanha vive.
Konrad Adenauer vibra.
Fritz Walter recebe a Jules Rimet do próprio Jules Rimet.
Rimet que morreria pouco depois.
Fritz Walter que combatera como para-quedista na Luftwaffe...

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