Por ROBERTO VIEIRA
480 minutos de bola correndo.
9 penalidades máximas.
180 mil torcedores nas arquibancadas.
Valeu a pena?
Quantos torcedores pernambucanos puderam ir a campo?
Quantos torcedores daqueles que amam o futebol cima de todas as coisas.
Os geraldinos?
Os pés rapados?
Quantos nem conhecem a Arena?
E a Arena que não tem metrô?
Nos próximos anos haverá esquema especial pra quem deseja assistir futebol?
Mas principalmente, e muito mais importante.
A região metropolitana foi beneficiada?
Recife mudou?
Ficou mais saneada?
Menos violenta?
Mais civilizada?
Ou os pequenos carnavais fora de hora?
Os congraçamentos com os estrangeiros foi tudo uma ilusão de ótica no futuro?
Porque quando a segunda-feira chegar, tudo volta ao que era antes?
E descobriremos que a conta de um bilhão de reais foi grande demais.
Para 480 minutos de bola correndo.
9 penalidades máximas.
180 mil torcedores nas arquibancadas.
Valeu a pena?
Cabe a cada pernambucano responder estas indagações.
Olhando para aquilo que desejamos construir em nossas vidas...

Desta feita, não posso concordar com essa avaliação do meu mestre e guru. Superfaturamentos à parte, discordo dessa demonização das Arenas. Colocá-las em contraposição aos nossos crônicos problemas com a Saúde e a Educação públicas se me afigura uma visão mesquinha e, em certos casos (que, evidentemente, não é o de Roberto), demagógica. Não serão os recursos investidos na sua construção que agravarão aquelas nossas carências ou impedirão a sua solução. O esporte, a diversão, é também um bem social. O futebol, sobretudo, é uma paixão nacional. E, se os ingressos da Copa do Mundo foram impeditivos para as camadas populares, os jogos dos campeonatos locais, regionais e nacionais, com preços subsidiados, permitirão que torcedores de todas as classes sociais tenham acesso - no nosso caso específico à Arena Pernambuco, a exemplo do que já ocorreu com a torcida do Santa Cruz. As condições de acesso estão sendo aprimoradas, já tendo melhorado muito nos jogos da Copa. Investir em estádios que ofereçam ao público melhores condições de conforto (será que o povão não merece assistir ao futebol sentado em cadeiras ?), dotados de requisitos que favoreçam a qualidade do espetáculo (gramados, por exemplo, sempre tão criticados por todos), parece-me, pois, uma decisão acertada. Se houve superfaturamentos ou qualquer outra forma de desonestidade na execução desses projetos, se algumas dessas Arenas foram localizadas em praças onde não há clubes nem, consequentemente, público torcedor que as justifique, é conduta desonesta e reprovável. Que, no entanto, nada tem a ver com o mérito da ação governamental. Agora, achar que porque somos um país emergente ( ainda de segundo ou terceiro mundo), não podemos ter nenhum equipamento de primeiro mundo, é parte de um complexo de vira-lata do qual me recuso a participar. Além disso, aqueles que se preocupam tanto com a opinião dos estrangeiros sobre o nosso país devem ter ficado orgulhosos: pelo menos, nessa parte, na qualidade dos estádios, certamente não fizemos vergonha ...E o futebol brasileiro passou a contar com espaços dignos da sua importância de principal diversão popular. O tal legado que tanto se cobra.
ResponderExcluirA resposta pertence ao ponto futuro...
ResponderExcluirA questão vai além! A tal infra estrutura que todos herdaríamos e pela qual o Gov. se responsabilizaria, "gorou". Foi e é uma falácia (se não fizeram quando prometeram e quando deveriam ter feito...). Por sua vez os estádios que seriam bancados pela iniciativa privada foram bancados pelo Gov (por nós). PE , por. ex. vai pagar uma fábula a construtora até Deus sabe. Cadê a cidade da Copa (com metrô, ônibus, prédios, e que tais? Alguém acredita que vai sair depois do evento?
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