3 de jun. de 2014







Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco inseto. 


Kafka viveu num gueto espiritual.

Procurando um ponto sem retorno.

Pois um ponto sem retorno é tudo que devemos ansiar.

Kafka que acreditava na beleza como fonte da juventude.

Embora ficasse solidamente lembrado.

Como o homem do processo e da metamorfose.

Kafka que sonhava libertar o homem.

E ficou famoso pelo inseto.

Kafka que visualizou o totalitarismo.

O homem julgado sem saber por quê.

O homem subtraído pelo Poder desconhecido.

 Kafka que faleceu tuberculoso.

Como nossos poetas Castro Alves e Cruz e Souza.

Pois o navio negreiro é humano.


E todo homem é escravo em sua própria liberdade... 


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