28 de jun. de 2014




O futebol e o destino jogam bola todo dia.

Hoje, jogaram mais uma vez.

Mauricio Pinilla chutou a bola aos 13' do segundo tempo da prorrogação.

A pelota chocou-se com o travessão.

Seria a derrota inexorável brasileira.

Mas a bola não entrou.

Pinilla bateu pessimamente seu pênalti.

Júlio César virou herói do Jornal Nacional.

Man of the Match da FIFA.

Júlio César que esteve prestes a ser um Barbosa agalegado.

Pinilla que se tornaria novo Gigghia.

Nome lembrado por eternas gerações de chilenos.

Nome de rua. De estádio. De cidade.

Felipão, então!

Teria seu nome associado a Flávio Costa.

Questionado por ter escolhido Júlio César.

Por insistir com Oscar e Fred e Jô.

2002 se tornaria uma interrogação.

Entretanto, Felipão segue invicto com o Brasil em Copas do Mundo.

Futebol e destino são mais que uma fan fest.

Futebol e destino podem ser alegres na vitória.

Podem sepultar na derrota.

Em tempo.

Seria bom que o futebol tornasse a ser apenas um belo jogo.

Seria bom que o hino nacional não continuasse provocando histerias em tanta gente.

Tanta gente que imagina que um país não se constrói com homens e livros.

Mas com craques e gols.

Porque patriotismo é algo que vai muito além dos 90 minutos de um jogo.

Muito além das quatro linhas de um campo de futebol...


Um comentário:

  1. Acho tarde para grande mudança estratégica na forma de atuar da equipe. O Felipão não treinou opções táticas sem atacante fixo. Acredita que a "grande família" ganhe sempre os jogos. Espero que continue sorte. Quanto ao hino nacional, os arautos da mídia estimulam sua apoteose no futebol como instrumento de ufanismo. São coerentes com os interesses de seus patrões, desviando o sentimento crítico da população perante as mazelas da sociedade de consumo,

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