Por
ROBERTO VIEIRA
Todo mundo se espantou
com o Ituano.
‘Campeão! Campeão!’
Aí chegam os urubus
enfileirados e levam o time embora.
Já aconteceu com o Íbis,
em Pernambuco.
Campeão com Bodinho e
Carlito nos anos 40.
A Inter de Limeira em
1986.
Caldense e Ipatinga,
uai!
Até a Grécia foi campeã
europeia.
Só Zeus sabe como...
Mas time grande é time
grande sempre.
Passa por sufoco, é
dilapidado, mas volta mais forte.
O time pequeno – e aqui
nada vai contra quem é pequeno.
Porque já deve ter
torcedor pegando a navalha.
Pra quem ama, o time é
imenso, imortal, o melhor do mundo.
O time pequeno assusta,
levanta voo e cai como Ícaro.
Por querer beijar o
Sol.
O Bonsucesso barbarizou
com Valdir, Samarone e Mickey lembram?
O Olaria era show no
início dos anos 70.
Iraty Sport Club.
O Operário de Manga.
O Perugia de Rossi.
O sol nasce para todos
os Ícaros.
O sonho é livre.
Time grande existem
poucos.
Raros.
Venceram Darwin nos
primórdios do futebol.
E hoje dividem o butim
entre eles.
Resultado?
Time pequeno só é
grande uma vez.
Depois da meia noite?
Não tem chuteira nem
sapatinho de cristal...

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