19 de mai. de 2014




Por ROBERTO VIEIRA


A Alemanha em 1938 era assim.

Uma bomba envolta em cultura e Goethe.

Wagner e cristais.

Cristais que voaram na noite do dia 9 de novembro.

Freud afirmava que a inteligencia é nossa única defesa diante dos instintos.

Inteligencia vinda da cultura e do auto-conhecimento.

Pois, pois.

A nação mais letrada do planeta explodiu lojas.

Matou pessoas.

Internou milhares em campos de concentração.

E levou um fanático ao poder total.

E essa população não era a de Abreu e Lima.

Freud que também dançou na chapa quente alemã.

Também dava soberbo valor ao intelecto.

Mas reações de saques e violência não estão ligadas ao poder intelectual das massas.

Massas são massas, como já afirma o termo.

O ser humano em grupo é um perfeito idiota da coletividade.

A coletividade trucida o senso crítico do indivíduo.

Otelo sucumbe ao bla bla bla de Iago.

E dane-se Desdêmona.

Agora peguem esses imbecis da coletividade e borrifem pensamentos como este:

'O guerrilheiro urbano só poderá viver se estiver disposto a matar todos os policiais...'

Frase do poeta baiano Mariguella.

Ou, então:

'Que sorte para os ditadores que os homens não pensem!'

Essa é de Hitler.

Saques e massacres ocorreram na Alemanha.

O rei Leopoldo, da Bélgica, mandou cortar a mão de alguns milhões de congoleses.

Ingleses assassinaram crianças irlandesas.

Detroit, 1967.

Quando nos saques e conflitos morreram tantos quanto agora em Pernambuco.


O povo... muita gente abre a boca e grita 'o povo'

O povo, seja ele culto ou inculto, é uma grande Maria vai com as outras.

Moisés descobriu isso.

Tiradentes e Frei Caneca, idem.

Jesus sofreu deste mesmo povo, o castigo de Barrabás.

Não adianta espanto.

Olhos arregalados.

O povo adora o bezerro dourado.

O povo segue a farra do boi.

Poucos prestam atenção no sofrimento que causam.

Um rouba.

O outro observa se ninguém vê e rouba em dobro.

E a sociedade afunda rapidamente de volta às cavernas.

Cabe ao Poder Público, a chibata.

A prisão.

Muitos defendem a educação.

E eu também acho educação fundamental.

Mas educação com palmatória e tacape do lado.

Pena que no Brasil - e aí nós somos decacampeões mundiais.

Palmatória e tacape é pra filho de pobre.







Um comentário:

  1. Compartilhado por mim, esse lapidar texto de Roberto está repercutindo para além deste Blog. Merecendo maior divulgação.

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Comentários