29 de mai. de 2014





Por ROBERTO VIEIRA

Joaquim Barbosa disse adeus ao Supremo.

Joaquim que foi um dos cinco negros influentes de nosso país.

Não disse ‘mais influentes’.

Escrevi apenas ‘influentes’.

Em milhões de seres humanos que habitaram nossa terra.

Pessoas que construíram este país.

Apenas cinco saíram do anonimato para as manchetes.

E quais foram eles?

Bem, o primeiro foi o Cavaleiro da Ordem de Cristo, Henrique Dias.

Bravo soldado e herói das batalhas contra os holandeses.

O segundo foi José do Patrocínio.

Filho de padre e escrava.

Jornalista que combateu de peito aberto a escravidão.

Perseguido e exilado no norte do país pelo ditador Floriano Peixoto

Morre tuberculoso e pobre.

E surge Josué de Castro.

Médico, gênio, negro, professor e político.

Comunista para os inimigos.

Josué que geografou a fome - que diziam inexistente.

Josué que morreu no exílio.

Enquanto Pelé reinava com a bola no pé pelos campos do Tri.

Pelé que nunca ligou muito pra Henrique.

Patrocínio só da Puma.

Mas que passou fome como afirmava Josué.

Fome amainada engraxando sapato.

Hoje, Joaquim se vai.

O Brasil dos cinco negros permanece.

Brasil que teve Pixinguinha, Leônidas, Moacir dos Santos, Zumbi.

Mas Zumbi foi lenda.

Zumbi que era a mítica figura de um quilombo que escravizava os próprios negros.


Pois assim caminha a humanidade... branca, amarela, negra ou azul.


3 comentários:

  1. Roberto, se você incluiu Josué de Castro (um mulato), dentre os negros, deveria, pelo mesmo critério racial, incluir também Machado de Assis. Aí seriam seis e não cinco os negros brasileiros influentes.

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Comentários