13 de mai. de 2014



ZIZINHO, LEÔNIDAS E JAIR


De primeira, sem parar pra pensar.

Jaguaré ou Barbosa; Domingos da Guia e Juvenal;

Fausto, Ely do Amparo e Bigode.

Garrincha, Zizinho, Leônidas, Jair Rosa Pinto e Canhoteiro.

Nove gênios.

Um herói raçudo.

Dois caras bons de bola.

Time pra ganhar de qualquer um em qualquer campo.

Todos com uma coisa em comum - podia citar mais uns mil.

Todos foram erguidos nos ombros nas vitórias.

Roubados cinicamente na assinatura dos contratos.

Xingados de mercenários pela torcida e dirigentes deste Brasil varonil.

Brasil que aceitava a escravidão faz pouco tempo.

A escravidão pós escravidão.

A escravidão que prendia o negro e pobre ao mocambo.

Pois lugar de negro e pobre era na senzala sem pelourinho.

A escravidão do futebol brasileiro tinha contrato de gaveta.

E Lei do Sexagenário.

Quando liberavam o atleta no ocaso da carreira pra tentar faturar uns trocados.

Até Didi.

Jogador entrava pelos fundos.

Até Pelé.

Negro era preso se beijasse loira.

A tal escravidão extrapolou até a cor da pele.

Ídolo no futebol brasileiro é quase sempre desprezado.

Humilhado.

Pisado.

Tratado como mané.

As relações patronais, então?

Colocam os indivíduos como cidadãos de segunda, terceira classe.

Tudo veladamente.

Com aquela hipocrisia com a qual somos campeões mundiais todos os dias...

Hoje no Flamengo.

Maior torcida do Brasil.

Fizeram o mesmo com Jayme Almeida.

Dirigente virou sinhô...

E teve diretor gritando gol!




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