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| ZIZINHO, LEÔNIDAS E JAIR |
De primeira, sem parar pra pensar.
Jaguaré ou Barbosa; Domingos da Guia e Juvenal;
Fausto, Ely do Amparo e Bigode.
Garrincha, Zizinho, Leônidas, Jair Rosa Pinto e Canhoteiro.
Nove gênios.
Um herói raçudo.
Dois caras bons de bola.
Time pra ganhar de qualquer um em qualquer campo.
Todos com uma coisa em comum - podia citar mais uns mil.
Todos foram erguidos nos ombros nas vitórias.
Roubados cinicamente na assinatura dos contratos.
Xingados de mercenários pela torcida e dirigentes deste Brasil varonil.
Brasil que aceitava a escravidão faz pouco tempo.
A escravidão pós escravidão.
A escravidão que prendia o negro e pobre ao mocambo.
Pois lugar de negro e pobre era na senzala sem pelourinho.
A escravidão do futebol brasileiro tinha contrato de gaveta.
E Lei do Sexagenário.
Quando liberavam o atleta no ocaso da carreira pra tentar faturar uns trocados.
Até Didi.
Jogador entrava pelos fundos.
Até Pelé.
Negro era preso se beijasse loira.
A tal escravidão extrapolou até a cor da pele.
Ídolo no futebol brasileiro é quase sempre desprezado.
Humilhado.
Pisado.
Tratado como mané.
As relações patronais, então?
Colocam os indivíduos como cidadãos de segunda, terceira classe.
Tudo veladamente.
Com aquela hipocrisia com a qual somos campeões mundiais todos os dias...
Hoje no Flamengo.
Maior torcida do Brasil.
Fizeram o mesmo com Jayme Almeida.
Dirigente virou sinhô...
E teve diretor gritando gol!

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