Administrar um clube de futebol é uma das missões mais complexas que existem. Acho muito engraçado quando alguns desavisados proclamam: "vamos tratar o clube como uma empresa". Um clube de futebol tem peculiaridades que o diferenciam, sobremodo, de uma empresa. A principal delas está nos objetivos: enquanto a empresa pretende a obtenção de lucros, o clube persegue títulos. Para os associados/torcedores um título vale muito mais do que um bom saldo em caixa. Administrar emoções é tarefa que não se amolda às teorias e princípios que regem a administração empresarial. Para não se falar no difícil e problemático relacionamento com atletas, treinadores, agentes, clubes congêneres, Federação e Confederação, Mídia, todos inseridos num contexto viciado, antiético, desleal, desonesto, que premia os mais espertos. Para não falar na autofágica política interna, que consegue ser ainda mais vil e mesquinha do que a política partidária institucionalizada.
14 de mai. de 2014
Publicado por BLOG DO ROBERTO VIEIRA
Publicado em 16:00
com 4 Comentários
Administrar um clube de futebol é uma das missões mais complexas que existem. Acho muito engraçado quando alguns desavisados proclamam: "vamos tratar o clube como uma empresa". Um clube de futebol tem peculiaridades que o diferenciam, sobremodo, de uma empresa. A principal delas está nos objetivos: enquanto a empresa pretende a obtenção de lucros, o clube persegue títulos. Para os associados/torcedores um título vale muito mais do que um bom saldo em caixa. Administrar emoções é tarefa que não se amolda às teorias e princípios que regem a administração empresarial. Para não se falar no difícil e problemático relacionamento com atletas, treinadores, agentes, clubes congêneres, Federação e Confederação, Mídia, todos inseridos num contexto viciado, antiético, desleal, desonesto, que premia os mais espertos. Para não falar na autofágica política interna, que consegue ser ainda mais vil e mesquinha do que a política partidária institucionalizada.
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Análise correta Edgar
ResponderExcluirNesse texto, o Mestre dos Mestres se excedeu. Disse tudo com uma concisão digna de Graciliano Ramos, famoso pelo poder de síntese.
ResponderExcluirMarcelo Lins diz:
ResponderExcluirPerfeito comentário mestre Edgar, seria muito útil que vários gestores do Náutico guardassem essas palavras como um mantra.
Complemento o que disse, citando, a propósito das notórias dificuldades dessa tarefa/missão, a sabedoria popular: "quem não pode com o pote não põe a mão na rodilha"...
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