Era uma Espanha de Franco.
O futebol era assunto de Estado.
Pesetas para os times imortais.
Havia o Barcelona de Kocsis e Czibor.
Havia o Atlético de Madrid com Collar.
Mas também havia o Real de Di Stefano e Puskas.
Tricampeão europeu.
O Atlético estréia na Liga contra o Drumcondra, da Irlanda.
Fase classificatória
Duas goleadas: 8x0 e 5x1.
Moleza celta.
Na rodada seguinte, o Real também joga.
Dureza com o Besiktas.
'O Real já não é mais o mesmo!'
Proclamam os profetas de costume.
O Atlético elimina o CNDA, da Bulgária.
Pelo saldo de gols.
O Real prova que está como sempre.
E manda pra casa por 7x1 o Wiener Sport Club.
Wiener que havia aplicado um acachapante 7x0 na Juventus de Turim.
O Atlético?
Passa tranquilo pelo Schalke-04... e o Dérbi madrilenho acontece pela primeira vez na Liga.
13 de maio de 1959.
Semifinais da Liga dos Campeões.
Os dois primeiros jogos terminaram e nada resolveram.
Foi necessário uma negra em Zaragoza.
La Romaneda.
O Atlético achava que era chegada sua hora.
O Real?
Tinha Ferenc Puskas e meteu 2x1.
Fim de sonho.
O Real mete 2x0 no Stade Reims e ganha o quarto caneco europeu.
Franco?
Curtiu com a cara de Javier Barroso.
Vicente Calderon?
Até que gostou.
Foi eleito presidente quatro anos depois...


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